8 de maio de 2009

Improdutividade no trabalho chega a dois dias por semana

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:47

Pesquisa revela que prejuízo das empresas atingiu US$ 658 bilhões em 2007. Maiores vilões são reuniões sem foco e os spams.

De acordo com os resultados do 8º Relatório Anual de Produtividade Proudfoot, as empresas brasileiras poderiam obter maiores ganhos em produtividade do que companhias de outros países, mas enfrentam vários entraves, como problemas de comunicação interna. Os gestores brasileiros acreditam que suas empresas poderiam aumentar a produtividade em 17,7% nos próximos dois anos, 4 pontos acima da média global e o nível mais alto relatado na pesquisa, que incluiu 1.272 executivos de 12 países (Austrália, Canadá, Brasil, Rússia, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Alemanha, Índia, África do Sul e Espanha). Confirmando o otimismo dos executivos brasileiros, a pesquisa apontou que os gestores acreditam que suas empresas chegarão a atingir 85% destes ganhos potenciais de produtividade.
Este otimismo, contudo, mascara uma realidade: os trabalhadores brasileiros vêm se mostrando menos produtivos do que nos últimos anos. Análise realizada pela Proudfoot revelou que o tempo que os trabalhadores brasileiros gastam com atividades improdutivas subiu para 39,8% da semana de trabalho em 2007, o que equivale a dois dias inteiros de improdutividade semanais. Esta é uma alta de 8 pontos em relação aos índices de 2006. Apesar do aumento do tempo improdutivo dos funcionários, 94% dos gestores brasileiros pesquisados avaliam que a produtividade de sua empresa está acima da média, os maiores índices de qualquer país listado na pesquisa.
Entre os grandes problemas que afastam os trabalhadores dos resultados esperados estão as reuniões sem foco, os spams que recebemos via e-mail todos os dias e as constantes interrupções no ambiente de trabalho, com brincadeiras e conversas paralelas. O estudo revelou que, somente com o e-mail, gasta-se em torno de três horas por dia.

Fontes: Proudfoot e Fator Brasil

7 de maio de 2009

Lixo urbano é um dos maiores problemas do século

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:37

Cenário vem melhorando, mas ainda é um desafio para as metrópoles. Cada brasileiro produz quase 360 quilos de lixo por ano.

Enquanto cada brasileiro produz em média 920 gramas de lixo sólido por dia, a quantidade de lixo reciclável que é recuperada, seja na coleta seletiva seja por catadores, chega apenas a 2,8 kg por ano, por habitante. “É um volume baixo em relação ao que é produzido porque, na verdade, a coleta seletiva atinge um percentual só do volume produzido”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski.

Os dados são do Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos/2007, feito pelo Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), divulgado pelo Ministério das Cidades.

Apesar do baixo índice de coleta seletiva, o secretário disse que a quantidade de lixo produzido pode ser considerada boa. “Só que nos países desenvolvidos, esses volumes tendem a diminuir, uma vez que já existe uma política de redução da produção de lixo, ou seja, tanto nos domicílios quanto na indústria, o que é levado para a coleta é um volume menor, porque há uma redução na produção e também há seleção prévia desse lixo, do que não vai para o aterro, mas para a reciclagem”.

O diagnóstico do SNIS obteve informações de 247 municípios, que concentram quase 50% da população brasileira. Nessas cidades, 90% dos habitantes são atendidos pelo serviço de coleta de resíduos sólidos, lixo produzido em casa e na indústria que não é enviado para o esgoto.

No entanto, a coleta seletiva formal, feita com caminhões adequados, está presente em 55,9% dos municípios pesquisados, enquanto catadores de lixo trabalham em 83% dos casos. Entre os principais materiais coletados estão papel e papelão (44,3%), plásticos (27,6%) e metais (15,3%).

Atualmente, segundo o secretário, existem no Brasil mais de 700 mil catadores de lixo reciclável. Cerca de 53% dos catadores dos municípios pesquisados estão ligados a alguma cooperativa. Em 160 cidades, “foram destinados [pela secretaria] R$ 50 milhões para a construção de galpões de catadores, um programa que visa a organizar essa classe”, para dar condições de trabalho melhores nas cooperativas e associações, informou Tiscoski.

Na opinião do secretário, são necessárias ações tanto para conscientizar a população sobre a importância da separação do lixo em casa quanto para instrumentalizar a coleta seletiva nos municípios. “De nada adianta ter uma seleção no domicílio se é tudo jogado dentro de um volume só, se não há tratamento; o transporte e a destinação têm de ser separados”, acrescentou.

 

Números

Os dados mais recentes sobre reciclagem são de 2007. A taxa de recuperação de papéis recicláveis evoluiu de 30,7%, em 1980, para mais de 50%; a reciclagem de plásticos pós-consumo é da ordem de 17,5%, sendo que na Grande São Paulo o índice é de 15,8% e, no Rio Grande do Sul, de 27,6%; a reciclagem de embalagens PET cresceu de 16,25%, em 1994, para mais de 42% em 2006; a reciclagem das embalagens de vidro cresceu de 42% para cerca de 50 entre 2001 e 2006; o Brasil é o líder de reciclagem de latinhas de alumínio, entre os países onde não é obrigatória por lei a reciclagem, tendo alcançado, em 2007, o índice de 92%; já o índice de reciclagem de latas de aço para bebidas evoluiu de 43% em 2001 para 75% em 2005 - este último é o dado mais confiável disponível.

 

Fontes: Agência Brasil, Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS) e Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe)

6 de maio de 2009

Notebook roubado pode valer uma pequena fortuna

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:38

Graças aos dados neles gravados, portáteis de altos executivos custam até US$ 60 mil para as empresas. Todo cuidado é pouco!

Eles estão cada vez mais potentes e se tornando os melhores amigos de executivos e executivas de todo o planeta. O preço andou caindo, o que deu uma democratizada no equipamento, mas os notebooks ainda são objeto de desejo para muitos.

Por isso mesmo, eles estão na mira dos bandidos e de espiões industriais - sim, bem ao estilo 007, mesmo. E valem cada vez mais pelos dados que carregam. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, a imprensa divulgou o roubo de notebooks com dados confidenciais sobre áreas petrolíferas da Petrobras. Em março, o alvo foi a americana Fidelity Investments, da qual roubaram um notebook com informações de 196 mil funcionários e ex-funcionários da HP, incluindo números do seguro social. Em ambos os casos, um prejuízo incalculável.

Segundo um estudo do Instituto Ponemon, realizado a pedido da Intel, a perda ou o roubo de notebooks causa perdas médias de US$ 49,2 mil (cerca de R$ 110 mil) por máquina. O valor se refere ao equipamento, somado aos dados nele contidos, que “superam em muito o preço do computador”, revela a pesquisa.

Com base em 138 casos de notebooks perdidos ou roubados nos principais aeroportos do país no ano passado, o instituto afirma que as brechas de informação representam 80% do custo da perda de um portátil – também estão incluídas nessa conta despesas com substituição, detecção, ciência forense, perda de propriedade intelectual, perda de produtividade e despesas jurídicas, regulatórias e de consultoria.

O estudo também indica que o valor da máquina está ligado ao cargo ocupado por seu usuário. No entanto, ao contrário do que se pode pensar, os portáteis usados por diretores e gerentes são mais valiosos que os notebooks de diretores-executivos. A máquina de um executivo sênior está avaliada, em média, em US$ 28,4 mil (cerca de R$ 63,13 mil), seguida pela de um diretor (US$ 60,7 mil; R$ 135 mil) e gerente (US$ 61 mil; R$ 135 mil).

A Intel diz ter encomendado o estudo para compreender melhor os problemas e as soluções associados aos notebooks perdidos.

Segundo Mooly Eden, vice-presidente e gerente geral do Grupo de Plataformas Portáteis da Intel, em razão do número de trabalhadores móveis que cresce rapidamente, os desktops vão cedendo espaço aos laptops, que oferecem aos usuários maior produtividade e liberdade. 

“À medida que essa tendência se mantém, o estudo sugere que as empresas precisam estar cada vez mais atentas investir no controle de seus dados corporativos, assegurando que seus sistemas de segurança estejam aptos a evitar prejuízos”, alerta o executivo.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, obtidos a partir de um levantamento sobre roubos e furtos de laptops registrados na Deatur (Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista) dos aeroportos de Congonhas e Cumbica, 297 usuários perderam computadores portáteis para criminosos nas duas regiões entre 2005 e 2007 (últimos dados disponíveis).

 

Fontes: Intel, Instituto Ponemon e Deatur

5 de maio de 2009

O poder da cura na palma da mão

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:29

Instituto distribuiu PDAs para médicos em hospital de Londres e concluiu que o equipamento pode salvar a vida dos pacientes.

 

O desafio, agora, talvez seja maior do que superar a suspeição de médicos e pacientes. A partir do momento em que a pesquisa realizada na Inglaterra provou o sucesso do uso de tecnologia no dia-a-dia das consultas dentro e fora do hospital e também em casos de emergência, é preciso democratizar esta tecnologia. Levá-la a mais e mais pessoas para que se possa salvar vidas com a mesma rapidez com que se analisa um prontuário.
A recuperação rápida de informações médicas, principalmente no que diz respeito à administração de medicamentos, é crítica ao atendimento de emergência. E um estudo realizado em 2008 comprovou este fato usando tecnologia de ponta. Mais precisamente, PDAs (computadores de mão com acesso sem fio à Internet). Eles estão ganhando a preferência dos médicos no apoio ao atendimento de emergência e promovendo também o aumento da confiança dos pacientes.
Os dados foram publicados recentemente no European Journal of Emergency Medicine, que avaliou a viabilidade e a aceitação por parte de médicos e pacientes do uso de PDAs. O objetivo principal era determinar a influência dos dispositivos nas decisões relacionadas ao atendimento emergencial, diagnóstico e tratamento.
PDAs com bulário e literatura médica foram disponibilizados para 30 médicos do Chelsea and Westminster Hospital, em Londres - sendo 18 residentes e 12 atendentes. Além disso, foram colocados à disposição destes profissionais o mesmo conteúdo em papel. Em 92,3% dos atendimentos as referências foram consultadas. A preferência ficou com os PDAs, consultados em 61,4% dos casos, contra 44,5% para os textos em formato tradicional, incluindo-se os casos em que as duas fontes foram acessadas.
O bulário foi o recurso mais acessado nos PDAs (75%), enquanto textos de literatura médica ficaram com 25% do total de acessos. A influência do uso dos dispositivos também foi verificada no estudo, mudando a escolha do medicamento a ser administrado em 21,5% dos casos; e em 8,7% o diagnóstico ou o tratamento.
A pesquisa do European Journal of Emergency Medicine concluiu que os computadores de mão foram bem aceitos nas salas de emergência. A razão é bastante simples: com informação mais clara, correta e rápida, o equipamento levou os médicos a mudarem a conduta em relação aos pacientes com mais frequência e com resultados mais eficazes.
Durante o estudo, os 30 profissionais do departamento de emergência do hospital londrino atenderam 295 pacientes. Destes, 198 foram entrevistados sobre a utilização do PDA durante o atendimento. Metade (50%) dos pacientes relatou ter sentido mais confiança nos médicos munidos de PDAs, enquanto apenas 5% declararam menos confiança. Dos pacientes entrevistados, 60% concordaram fortemente que o volume de informação necessário ao atendimento médico é muito grande para ser lembrado sem o auxílio de fontes de referência.

Fonte: European Journal of Emergency Medicine

4 de maio de 2009

Falta de treinamento gera grandes prejuízos no varejo

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:45

Empresários perdem centenas de clientes e deixam de ganhar milhões, anualmente, graças ao mau atendimento dos funcionários.

Treinamento é tudo. Ou quase. Ano após ano o varejo perde milhões por causa de funcionários que não sabem atender bem os clientes. Muitas vezes, a culpa nem é do vendedor ou do atendente. Falta ao empregador investir em treinamento, investir na capacitação de seu pessoal. E os prejuízos dessa negligência podem ser devastadores para uma empresa. 

Estima-se (e esta estimativa é provada e comprovada pelas associações de varejistas) que cada vendedor ou atendente de uma loja, por não estar capacitado a prestar atendimento de qualidade, seja responsável pela perda de, pelo menos, um cliente por dia no varejo. 

Parece pouco (afinal, as lojas atendem muita gente diariamente), mas considere uma loja de roupas, por exemplo, e o consumo médio de cada cliente - algo em torno dos R$ 500 anuais, segundo o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo). Neste caso específico, cada cliente perdido representará R$ 500 a menos na receita anual. 

Continua parecendo pouco, mas calcule também que, em um ano (cerca de 300 dias úteis), perdendo um cliente por dia, um único funcionário passa a representar um prejuízo de R$ 150 mil para a loja.

Já não parece tão pouco assim, certo? 

Mas continuemos o raciocínio: diversos estudos, nacionais e internacionais, provam que um cliente insatisfeito repassa para aproximadamente 10 outros potenciais consumidores a experiência ruim que viveu. E as pessoas que ouvem um cliente reclamar de uma loja geralmente não compram naquela loja. Então, em apenas um ano, a falta de preparo daquele funcionário pode significar a perda de cerca de 3 mil clientes para a loja. Agora, faça as contas novamente: dá em torno de R$ 1,5 milhão a menos em vendas. 

O consultor e palestrante Fabio Marques (especialista em Gestão e Liderança para a Excelência em Serviços e Foco no Cliente) afirma que, para piorar o cenário, clientes mal atendidos geralmente não voltam a comprar na loja em que foram mal tratados. “Existem tantas outras opções, tantas outras lojas, que eles não querem correr o risco de se sentirem desprezados de novo”, afirma.

Isso quer dizer que, se esses 3 mil clientes (1 por dia X 300 dias úteis X 10 influenciados) viverem mais 30 anos, comprando, cada um, R$ 500 em roupas anualmente em outro lugar, aquela loja terá perdido R$ 45 milhões em vendas. Fica a pergunta: não valia a pena ter treinado o funcionário?

 

Fontes: Fabio Marques (www.fabiomarques.com.br), consultor e palestrante; IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo); e Aprovare (Associação dos Profissionais do Varejo)

30 de abril de 2009

Aumento de roubo de cargas pressiona a inflação

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:51

Falta de segurança e de tecnologias de monitoramento ajudam os criminosos. E quem paga essa conta, no final, é o consumidor.

Entre 2001 e 2008 (últimos dados disponíveis), mais de 300 empresas de transporte de cargas foram à falência devido a problemas econômicos gerados pelo roubo de cargas. Os dados são da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Anualmente, cerca de 11 mil ocorrências desse tipo de crime são reportadas em todo o país, segundo estimativas da assessoria de segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).
A questão é séria e, para ser contornada, precisa de investimentos em logística e também em tecnologias de monitoramento - cujos custos aumentam o frete e, consequentemente, o preço do produto ao consumidor final. É um desafio para este novo milênio.
A prática do roubo de cargas vem aumentando consideravelmente no Brasil. A frequência do crime motivou, inclusive, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Congresso Nacional.
A atividade de transporte de carga no país envolve mais de 60 mil empresas e 700 mil transportadores autônomos, totalizando 2,5 milhões de trabalhadores. Trata-se de um setor fundamental para a economia nacional, já que o transporte rodoviário é responsável, atualmente, por 60,5% de toda a movimentação de cargas no Brasil.
Estamos falando de um faturamento anual de cerca de R$ 25 bilhões. Ao todo, mais de 1,5 milhão de caminhões atravessam o país diariamente; e os motoristas se sentem cada vez mais inseguros e ameaçados. Em muitos casos, eles têm a carga roubada e são mortos pelos criminosos.
Segundo a CNT, o roubo de cargas causa prejuízos que ultrapassam R$ 1 bilhão todos os anos. Além disso, a possibilidade de perda da carga durante o trajeto entre o produtor/fabricante e o varejo/consumidor faz aumentar em até 40% o custo do seguro, o que diminui, sensivelmente, o lucro das empresas transportadoras. O crime, portanto, contribui também para o aumento dos custos dos produtos transportados, pressionando a inflação.

Fontes: CNT e ANT

29 de abril de 2009

Fraude eletrônica é o maior desafio do setor bancário

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:02

Os clientes adotam o mundo virtual, e as instituições financeiras investem em mais segurança para evitar perdas bilionárias.

Apesar da crise (ou talvez por causa dela), os bancos norteamericanos pretendem investir mais em segurança neste ano do que no ano passado. Os números são de uma pesquisa do grupo Gartner, especializado em assessoria a grandes empresas. O principal motivo da corrida tecnológica é o aumento de fraudes na utilização de cartões, nas transações online e nos call centers. Todos os anos, bilhões de dólares são perdidos pelas empresas do setor com clonagem de cartões - modalidade que representa 23% das fraudes em todo o mundo. Somente nos Estados Unidos, a perda chega aos US$ 800 milhões por ano; no Reino Unido, outras 400 milhões de libras. 

De acordo com o levantamento da Gartner, a maioria dos bancos e das operadoras de cartões considera extremamente importante investir em segurança e a expectativa, mesmo em época de quebradeira de instituições financeiras em todos os cantos do globo, é que 60% dessas companhias de médio porte gastem mais com prevenção de fraudes em 2009 do que gastaram no ano passado. Entre os bancos mais ricos, o índice sobe para 71%.

E o Brasil é um dos campeões mundiais em investimento. As instituições nacionais também estão pensando e gastando mais em tecnologia e segurança. Com o aumento da utilização de Internet Banking, os investimentos na área de segurança chegam, facilmente, à cifra de R$ 1,2 bilhão anualmente.

Segundo o Gartner, em 2007 os bancos investiram US$ 6,2 bilhões, incremento de 16% sobre 2006. Das despesas globais de TI (Tecnologia de Informação), a parcela destinada a investimentos cresce vertiginosamente, superando a casa dos 40%. Muito disso se deve, claro, ao estrago internacional causado pela fraude com as operações sub-prime - hipotecas de alto risco - que dizimou até pesos-pesados do mercado. Mas a tendência natural de instituições bancárias ou de cartão de crédito é sempre tentar diminuir os riscos de prejuízo.

O grande vilão atual desse mercado são as transações online, via Internet Banking. Elas são as operações que mais crescem em todo o mundo. Números divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmam que, entre 2000 e 2006, o número de transações pela web (pessoa física) cresceu 786%, passando a 3,3 bilhões de operações. Já as transações jurídicas registraram acréscimo de 704%, saindo de 359 milhões para 2,9 bilhões. 

O número de TEDs (Transferência Eletrônica Disponível) também subiu: a média diária passou de 196 mil operações para 234 mil, entre 2006 e 2007. Por outro lado, as operações por meio de papel caíram. O total de cheques compensados, por exemplo, recuou 35% entre 2000 e 2006. Aliás, a tendência desta última categoria é mesmo o desaparecimento, já que, apesar dos montantes relatados acima, é muito mais fácil e econômico evitar fraudes virtuais.

 

Fontes: Febraban e Gartner Group

28 de abril de 2009

Pirataria de software rouba dois milhões de empregos

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:14

Combate está mais acirrado no Brasil, porém os resultados ainda são alarmantes. De 100 CDs vendidos no país, 59 são falsos.

Atualmente, cerca de 59% dos softwares vendidos no mercado brasileiro são pirateados – isso significa que, de cada 100 comercializados, 59 são falsos. Os últimos dados disponíveis são de 2007 e pertencem à BSA (Business Software Alliance), que consolidou os números da IDC (International Data Corporation), maior empresa mundial de pesquisa da indústria da tecnologia. Os prejuízos gerados pela pirataria de programas bateram na casa de US$ 1,617 bilhão no país naquele ano.

Segundo o Ministério da Justiça, por causa da pirataria o Brasil deixa de criar dois milhões de empregos formais por ano. Além disso, o software ilegal também patrocina o crime organizado. Ou seja, é um mal que precisa ser combatido.

O problema é que não existe, até o momento, tecnologia à prova de fraudadores. Para se ter uma ideia, no final do ano passado o Blu-Ray e o HD-DVD, as mais modernas mídias de filmes, tiveram seus códigos quebrados por um hacker. Ou seja, será preciso ainda mais investimento para diminuir o prejuízo.

Estima-se que, anualmente, as empresas de software percam o equivalente a 40% do que arrecadam para o mercado pirata. O 5º Estudo Anual Global de Pirataria de Software, da BSA, aponta que os três países com as maiores taxas de pirataria são Armênia (93%), Bangladesh (92%) e Azerbaijão (92%).

Já as três nações com as menores taxas de pirataria são Estados Unidos (20%), Luxemburgo (21%) e Nova Zelândia (22%). Apesar da baixa taxa de pirataria nos EUA, os prejuízos em dólares são maiores do que os de qualquer outro país, ultrapassando os US$ 8 bilhões, pois o mercado consumidor norte-americano de software é o maior do planeta.

Dos 108 países pesquisados, o uso de software pirateado caiu em 64, cresceu em 11 e se manteve estável em 33. O Brasil apresentou redução do índice em dois anos consecutivos, uma diminuição de cerca de 5%. Na América Latina, os prejuízos atingiram US$ 4,1 bilhões, apesar de terem caído 1%.

No Brasil, o combate à pirataria no setor registrou, em 2007, mais de 718 ações, que resultaram na apreensão de cerca de dois milhões de CDs contendo programas pirateados, aumento de 150% se comparado a 2006. Também em 2007 o mercado formal de software registrou crescimento de 22% no país, prova de que é preciso mesmo criar novos mecanismos de defesa para dar segurança às empresas do setor. Segurança que trará para o Brasil mais investimentos e gerará renda e emprego. 

Taxa de Pirataria por Região (2007)
América do Norte 21%
Europa Ocidental 33%
Ásia Pacífico 59%
Oriente Médio/África 60%
Europa Central/Oriental 68%
América Latina 65%
União Europeia 35%
Mundial 38%
 

Fontes: BSA, IDC e Ministério da Justiça

27 de abril de 2009

O Brasil não pode perder o trem

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:30

Investimento em tecnologia, trilhos e vagões é a saída mais fácil e econômica para a crise do transporte de cargas no país.

O cenário melhorou muito depois da privatização, entre 1996 e 1999, mas ainda há muito a ser feito. O transporte ferroviário de cargas é mais barato e mais ágil do que o rodoviário. Além de mais seguro. Uma composição férrea com 60 vagões, por exemplo, equivale a 215 caminhões, o que reduz o custo por tonelada transportada pela metade.

Desde a desestatização, as empresas associadas à ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) investiram R$ 6,3 bilhões e conseguiram mudar o panorama do setor ferroviário de cargas, que hoje responde por mais de 30 mil empregos diretos e indiretos. De 1997 até 2004, por exemplo, o volume de cargas transportadas pelas ferrovias cresceu 46% (subindo de 138 bilhões de TKU - toneladas por quilômetro útil - para 202 bilhões de TKU). Ao mesmo tempo, as empresas fizeram pesados investimentos em segurança, que reduziram em 62% o índice de acidentes.

Porém, muitas questões ainda entravam o desenvolvimento do setor. Um deles diz respeito à modernização das fábricas de vagões e locomotivas, que precisam de mais investimento para poder competir com o mercado internacional; outro ponto é a criação de novas rotas ferroviárias, afastadas de centros urbanos, que aumentarão a velocidade das composições. No Brasil, hoje, a média de velocidade dos trens gira em torno dos 20 km/h; nas principais cidades chinesas, os trens trafegam a, no mínimo, 60 km/h.

Além disso, a reestruturação dos portos brasileiros é fundamental, pois de nada adiantará levar a produção rapidamente até os portos se eles não tiverem capacidade de carregar os navios. O escoamento de produtos agrícolas, no país, é um problema de proporções gigantescas. Na época da safra da soja, por exemplo, assistimos a filas intermináveis de caminhões para descarregar nos portos, congestionando estradas e criando o caos para os outros motoristas. O atraso causa prejuízo para todos - a malha viária sofre danos; os caminhoneiros perdem tempo que poderiam dedicar ao transporte de outras cargas; a poluição, junto aos terminais, aumenta, graças aos motores a diesel dos caminhões; e até 10% da carga se perde, dependendo de quantos dias o caminhão fica parado na fila.

Segundo dados da ANTF, na década de 1950 o Brasil contava uma malha ferroviária duas vezes maior do que a que tínhamos em 1999. E hoje ainda estamos defasados em cerca de 8 mil quilômetros. Isso dá bem a noção de o quanto nos atrasamos frente ao resto do mundo na segunda metade do século passado. 

Até 2015, a rede deve chegar a 31,5 mil quilômetros com as obras incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo necessários investimentos de R$ 7 bilhões – equivalente a 13,5% dos recursos do PAC destinados à área de infraestrutura. A ferrovia Norte-Sul é a grande aposta, cujo projeto deve estar totalmente concluído até 2011, com investimento de R$ 6,4 bilhões.

Já o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) planeja ter mais de 20 mil quilômetros de extensão da rede ferroviária até 2025. Desta forma, a participação dos trilhos no sistema de transporte nacional aumentaria dos atuais 25% para 35% no período.

Desde a década de 1960, a malha nacional de trilhos, em vez de crescer, diminuiu. A rede ferroviária, que chegou a ter 37 mil quilômetros de extensão, atualmente está em 29,8 mil – quase igual à da França.

 

Fontes: ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários); Agência Brasil; Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT)

24 de abril de 2009

Os desafios dos portos brasileiros

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:20

Além de atrasados estruturalmente em relação aos estrangeiros, eles sofrem com a má gestão de pessoal e logística obsoleta.

 

Os portos são estratégicos para o país porque constituem uma das principais infraestruturas de apoio ao comércio exterior. Por eles passam cerca de 95% das mercadorias que são comercializadas além das fronteiras. Todos reconhecem os avanços ocorridos desde a Lei de Modernização dos Portos, que tornou possível a privatização dos terminais onde os navios encostam e as mercadorias são desembarcadas e embarcadas. O modelo de administração dos portos é que ainda segue a linha das companhias estatais, cuja ineficiência tem levado a grandes gargalos no comércio exterior. 

Um relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado no final do ano passado, mostra que a demora na liberação de cargas nos portos brasileiros é 56% maior que a média mundial: 39 dias contra 25 dias. Levando-se em consideração que um navio parado no porto custa entre US$ 40 mil e US$ 60 mil por dia, essa burocracia faz o chamado Custo-Brasil ampliar-se ainda mais para quem compra ou vende mercadorias. A CNI informa no relatório que não contabilizou as greves no setor da alfândega portuária, bastante corriqueiras e que só agravam o problema. 

“A verdade é que os portos nacionais não comportam o volume atual de cargas”, diz Julian Thomas, gerente da Hamburg Sud, uma das maiores empresas de cabotagem do mundo. Este é outro fator que impacta na produtividade de todo o sistema. A comparação com os portos de Hamburgo e Buenos Aires, para citar dois exemplos de sucesso, exibe bem essa deficiência de produtividade: enquanto o porto alemão tem 65 movimentos por hora e o portenho, 55 por hora, no porto de Santos, no terminal da margem esquerda, operado pela Santos-Brasil, o ritmo é de 41 movimentos por hora. Isso contraposto ao fato de que, nos últimos dez anos, o movimento em Santos cresceu 136%, enquanto a área retroportuária expandiu-se apenas 27% entre 2001 e 2007. No mesmo período a extensão de berços foi de 6% e a quantidade de guindastes aumentou 79%. A produtividade, portanto, só poderia sofrer seguidos desgastes.

O Centro de Logística da Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), elaborou um ranking sobre os portos brasileiros, divulgado em setembro do ano passado, tendo consultado cerca de 300 empresas exportadoras e agências marítimas. Santos, principal porto do país, foi classificado como o quarto pior porto do Brasil (à frente apenas de Fortaleza, Vitória e Salvador). O terminal paulista, responsável por 26% do comércio exterior do Brasil, acumula fortes deficiências. O calado do porto é de 12 metros no canal interno e 14 metros no externo. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do porto, tem projeto para elevar as profundidades para 13 e 15 metros, respectivamente. A média dos calados nos portos europeus é de 18 metros, enquanto o de Roterdã, porto holandês de alta produtividade, tem calado de 20 metros.

Isso significa, em linhas gerais, que o país não está preparado para receber os maiores navios do mundo, o que enfraquece nossa capacidade de competição com outros países.

Vale notar que a liderança no ranking da Coppead é do terminal marítimo Ponta da Madeira, no Maranhão, da Companhia Vale do Rio Doce. Ele tem calado de 20 metros e é o único no Brasil capaz de carregar inteiramente o maior graneleiro do mundo, navio de bandeira norueguesa capaz de transportar 365 mil toneladas de carga. 

 

Fontes: CNI, Gazeta Mercantil, Porto de Santos Online, Coppead e Agência Brasil

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