10 de setembro de 2009

O incrível poder da mente

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:27

Com chip instalado no cérebro, pessoa poderá trocar de canal na TV, apenas com a força do pensamento

Antes de 1955, para zapear os canais da televisão era preciso levantar
da poltrona e trocar de emissora manualmente. Quando se criou o
controle remoto, iniciou-se a segunda fase na história da TV. E a
terceira etapa, da troca de canais por meio do pensamento, somente
imaginada em histórias em quadrinhos como X-Men, acaba de ganhar vida,
graças a cientistas britânicos criadores de um chip que permite mais
do que zapear os canais. Com o poder da mente, será possível acender lâmpadas e até
controlar o cursor na tela do computador.

O intuito dos pesquisadores foi, na realidade, mais nobre: ajudar
pessoas com graves problemas de comunicação, como o Dr. Stephen
Hawking ou o ator Christopher Reeve, entre outros exemplos citados por
eles. Essa, no entanto, não é a primeira vez que cientistas pesquisam e
criam objetos movidos à força do pensamento. Ainda este ano, japoneses
encontraram uma maneira de mover cadeiras-de-rodas com o poder da
mente – exatamente como faz o professor Xavier, líder dos X-Men.

O grande diferencial deste chip de 1,3 milímetro é a não necessidade
do uso de fios. Ele funciona de maneira simples: inserido na
superfície do cérebro, captura a atividade elétrica das células nervosas e passa os sinais para outro receptor, no crânio do paciente. Segundo os pesquisadores, o cérebro se adapta rapidamente ao chip. Ações como trocar o canal de TV e mover o cursor na tela do computador terão a mesma dificuldade que mover um membro do seu próprio corpo.
De acordo com os criadores do chip, os experimentos em laboratório têm sido promissores.

9 de setembro de 2009

A impressão sem tinta

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:44

Copiando fundamentos da natureza, novo método imprime mais rapidamente, com cores vivas e sem o uso de tintas

Todo mundo já passou por isso. Quando você mais precisa da impressora, a tinta acaba. É muito provável que essa situação já tenha acontecido com o pesquisador Sunghoon Kwon, da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul. Ele acaba de anunciar a discovers de uma revolucionária técnica de impressão, mais rápida, com capacidade de copiar cores vivas da natureza e, o melhor de tudo, sem utilizar as tintas tradicionais. E ele conseguiu isso tomando como referência o que a natureza já faz há milhões de anos. A coloração da cauda de um pavão, por exemplo, é baseada na interação da luz com o material biológico presente na superfície das penas: não há pigmentos.

Com um composto de nanopartículas magnéticas, um líquido de hidratação e resina, o cientista criou a chamada M-Ink. Quando um campo magnético é aplicado, as nanopartículas se encaixam em formas de cadeias. A luz entra em contato com essas cadeias e o reflexo forma determinada cor. Se houver uma mudança de intensidade no campo magnético, novas cadeias serão formadas e, por consequência, outra cor será visualizada. Uma vez na cor exata e desejada, o local que receberá a impressão é banhado com luz ultra-violeta, que elimina a resina e fixa as nanopartículas.

Pode parecer complicado, mas saiba que todo esse processo acontece muito rapidamente. Em apenas 1 décimo de segundo é possível definir o campo magnético de uma cor básica como o vermelho, ou azul. Com essa velocidade, é possível imprimir uma folha inteira, em tamanho A-4, em apenas 1 segundo. De olho na preservação ambiental, Kwon e sua equipe também trabalham no processo reverso: criar um removedor que reverta a fixação das cores, tornando o papel novamente aproveitável.

26 de agosto de 2009

Lentes mágicas

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:44

Inventor cria óculos que muda de foco de acordo com a necessidade do usuário

O homem da foto acima é Stephen Kurtin, um cientista americano que, como bilhões de pessoas em todo o mundo, tem de usar óculos de grau para corrigir deficiências visuais. Formado em Física Aplicada e especialista em microeletrônica, Kurtin enveredou na carreira de inventor e já patenteou cerca de trinta das suas criações. A mais recente delas serve, justamante, para facilitar a vida de pessoas que, como ele próprio, precisam usar óculos.

Stephen Kurtin inventou óculos com lentes que podem ser ajustadas pelo usuário, de acordo com sua necessidade naquele momento. Ou seja, seria o fim daquele papo de “óculos para perto” ou “óculos para longe”. O invento de Kurtin (que ele está usando na foto acima) serve para ambas as situações. Sem a necessidade de trocar de lentes, o usuário pode tanto ler uma página de revista, assistir à TV ou admirar uma paisagem a centenas de metros. Numa explicação simplificada, seria como enxergar através da lente de uma câmera fotográfica: basta ajustar o foco.

Essa proeza é possível graças a um mecanismo projetado e desenvolvido pelo inventor. Os óculos possuem um minúsculo controle, localizado na armação, que torna possível o controle do foco da lente. As lentes são formadas por três componentes: um vidro por trás, uma membrana interna cheia de fluido - um material parecido com plástico, cuja curvatura pode ser alterada mecanicamente - e lentes exteriores. Para mudar o foco, o usuário só precisa mover uma peça na armação, como se estivesse regulando o foco de um binóculo.

Para funcionar com perfeição, os óculos TruFocals - como foi batizado pelo criador - precisam ter lentes redondas, que garantem a curvatura necessária para que o mecanismo de mudança de foco entre em ação. Até chegar ao resultado desejado, Stephen Kurtin investiu milhões de dólares e quase 20 anos de pesquisas no projeto. Recentemente, ele começou a comercializar o seu invento, através de um pequeno grupo de oftalmologistas. O próximo passo é vender o produto pela internet, para todo o mundo. Os óculos TruFocals custam cerca de 900 dólares - pouco menos de 1.800 reais.

24 de agosto de 2009

Brasil faz teste pioneiro com células-tronco

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 11:29

O país realizou experimentos inéditos no tratamento de doença pulmonar

O Brasil é o primeiro país do mundo a fazer testes do uso de células-tronco adultas no tratamento de doenças respiratórias em humanos. Sob a coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa já foi iniciada e tratará de dez pacientes que sofrem de silicose, uma inflamação causada pelo contato com o pó de silica e que provoca o enrijecimento dos pulmões. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas sofram da enfermidade no Brasil, principalmente trabalhadores da indústria naval, mineiros e vidraceiros.

Todos os dez pacientes serão tratados com injeções com suas próprias células-tronco, retiradas da medula óssea. Cada um deles receberá apenas uma aplicação. O projeto prevê que todas as pessoas submetidas ao inédito tratamento serão avaliadas um ano após o início da pesquisa. Os maiores objetivos do estudo são observar a segurança do procedimento e servir de referência para futuras pesquisas com células-tronco. Para ser realizado, o experimento teve de ser aprovado pelo Conselho Nacional de Saúde, órgão federal responsável por autorizar pesquisas com humanos no Brasil.

O mesmo tratamento já foi aplicado em ratos e os resultados foram excelentes, inclusive no combate a outras doenças pulmonares, como síndrome do desconforto respiratório agudo, asma grave e obstrução crônica. Os cientistas acreditam que esse mesmo efeito positivo deve ser observado também em humanos. Mas essa confirmação só poderá ser comprovada na segunda fase da pesquisa, após o término do período de 1 ano ao qual os pacientes examinados serão submetidos ao experimento.

21 de agosto de 2009

O suco da resistência

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:47

A ciência confirma: suco de beterraba aumenta a resistência física

Muito provavelmente, você já ouviu dizer que suco de beterraba dá força e resistência. Agora, a ciência confirma a sabedoria popular. Beber suco de beterra proporciona até 16% a mais de resistência física a atletas, sejam eles profissionais ou amadores. Segundo pesquisa realizada na Universidade de Exeter, no Reino Unido, substâncias desse legume auxiliam na redução do consumo de oxigênio, prolongando o tempo que a pessoa levaria para ficar cansada.

De acordo com os cientistas britânicos, o nitrato de beterraba é capaz de retardar a sensação de fadiga durante a prática de exercícios físicos. Um simples copo, de 500 mililitros, do suco do legume pode melhorar o condicionamento físico de atletas mais do que um treinamento comum. Durante a pesquisa, as pessoas que tomaram suco de beterraba antes de praticar atividades físicas também apresentaram pressão arterial mais baixa durante o período de descanso. Por isso, os estudiosos acreditam que o suco pode ser um forte aliado no tratamento de indivíduos com doenças respiratórias e cardiovasculares.

O curioso é que os cientistas ainda não conseguiram identificar como a beterraba atua na melhora do condicionamento físico. Até agora, eles apenas suspeitam que o nitrato do suco do legume, após ingerido, pode se transformar em óxido nítrico no organismo. Com isso, o corpo passaria a consumir menos oxigênio durante o exercício físico, retardando a sensação de cansaço. Mas mesmo sem que a ciência possa, ainda, afirmar o que torna o suco de beterraba tão poderoso, beber um copo cheio pode ser uma bela dica para os praticantes de exercícios.

18 de agosto de 2009

Roupa de camaleão

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:37

Cientistas criam roupas que mudam de cor e de estampa automaticamente

As roupas com o super branco do besouro Cyphochilus - cuja estrutura produz o branco mais alvo da natureza - ainda não existem. Mas algo tão - ou até mais - interessante já está sendo produzido por cientistas do laboratório Sandia, nos Estados Unidos, em mais um estudo cuja inspiração veio do mundo animal. Os pesquisadores americanos conseguiram reproduzir, em material sintético, o mecanismo de camuflagem de algumas espécies, como camaleões, polvos e peixes.

Estudando como esses e outros animais mudam a coloração e até a “estampa” do próprio corpo para passar despercebidos de predadores ou para caçar sem assustar suas presas, os cientistas desenvolveram uma roupa que faz o mesmo, assumindo a cor e a aparência do ambiente em que está. Segundo os autores do experimento, esse efeito poderá ser utilizado na fabricação de roupas que mudem de cor para se adaptar a diferentes situações visuais e ambientes.

Para produzir a roupa camuflada, os pesquisadores agiram diretamente na fonte de energia que possibilita a camuflagem dos animais e fizeram o mesmo na forma sintética. Em ambos os casos, essa fonte é uma espécie de combustível celular, chamado Adrenosina Trifosfato (ATP), que se parte, gerando a energia responsável pela movimentação de proteínas do animal, resultando na camuflagem.

Os cientistas americanos conseguiram reproduzir esse interessante fenômeno da natureza em laboratório para criar as roupas que se camuflam automaticamente. Já ficou interessado em comprar a sua camiseta-camaleão? Infelizmente, essa novidade ainda vai demorar um pouco para chegar às lojas. De acordo com os pais da invenção, cerca de 10 anos.

5 de agosto de 2009

Tecnologia antifumaça

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 12:28

EUA investem US$ 8 bilhões na produção de carros que poluam menos

Descobrir novas tecnologias que reduzam a poluição global é um dos maiores objetivos de cientistas e empresas de todo o mundo. E diminuir a quantidade de gases poluentes despejados na atmosfera tem se mostrado como algo imprescindível para que isso seja possível, evitando, assim, problemas como doenças respiratórias, agressão ambiental e o nascimento de bebês com complicações genéticas, como tem acontecido na China.

Preocupado com essas questões, o Governo Americano acaba de anunciar um projeto que deve surtir resultado no mundo inteiro. O Departamento de Energia dos Estados Unidos dará um empréstimo no valor total de US$ 8 bilhões às montadoras de automóveis Ford, Nissan e Tesla. A verba será usada em pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias que reduzam o consumo de gasolina dos carros e, consequentemente, a emissão de gases poluentes.

A Ford será a principal beneficiada pela medida. A montadora receberá US$ 5,9 bilhões para projetar e produzir modelos que consumam menos combustível em suas fábricas nos estados americanos de Missouri, Illinois, Kentucky, Michigan e Ohio. Ao todo, a Ford produzirá treze modelos com a nova tecnologia. A japonesa Nissan ficará com US$ 1,6 bilhão, a ser investido na fábrica que tem no Tennesse, e produzirá automóveis elétricos. E a Tesla, montadora americana especializada na fabricação de veículos elétricos, receberá US$ 500 milhões para produzir carros na linha de montagem que mantém na Califórnia. Em comunicado oficial, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, declarou que esses investimentos criarão novos empregos, reduzirão a dependência do petróleo e também as emissões de gases poluentes.

4 de agosto de 2009

A ciência nas pedreiras

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:58

Os resíduos de rochas já são empregados em outros setores, além da produção de vidro. E a técnica ainda ajuda o meio ambiente

Produzir vidro de qualidade a partir do resíduo de rochas ornamentais é o mais recente êxito dos pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Mas não foi a primeira vez que cientistas do INT conseguiram utilizar restos de pedra na produção de algo comercial. A área de Processamento e Caracterização de Materiais do centro de pesquisa já transforma resíduos de rochas ornamentais em matéria-prima para a indústria há algum tempo. O primeiro trabalho a obter sucesso nesta linha foi o aproveitamento do pó fino das serrarias na produção de argamassas. Essa tecnologia já foi transferida para uma empresa do setor, gerando, assim, royalties para os pesquisadores que a desenvolveram. Outra técnica de êxito, desenvolvida pelo tecnologista José Carlos da Rocha, é a produção de rochas artificiais a partir de resíduos de serragem.

Além da questão comercial e econômica, o aproveitamento desses resíduos traz importantes contribuições para o meio ambiente, como, por exemplo, a diminuição dos impactos ambientais nas regiões onde ficam as serrarias, já que esses resíduos são normalmente descartados no solo. Além disso, o uso do material reduz o consumo de areia, minimizando outro problema: a extração excessiva desse recurso. Outro benefício ambiental da produção de vidro a partir dos resíduos de rochas ornamentais é o emprego dos óxidos ferrosos despejados no solo por meio das limalhas de ferro ou aço que são jateadas contra a rocha no processo de corte. Todo esse material, que antes era considerado lixo, agora pode ser largamente utilizado na indústria do vidro.

3 de agosto de 2009

O fabuloso mundo nano

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 18:43

As nanopartículas estão por toda a parte. Inclusive no seu computador

A mesma tecnologia que levou os pesquisdores do MIT a produzir as nanopartículas que combatem o câncer de ovário está em várias áreas da sua vida. Evidentemente, você não as vê em ação, já que estamos falando de elementos de dimensões ínfimas. Para se ter uma ideia do que representa 1 nanômetro, imagine um grão de areia numa praia de 1 mil quilômetros de extensão - pouco maior do que todo o litoral baiano. Pois bem. Um nanômetro está pra 1 metro assim como esse grão de areia está para essa praia.

A nanotecnologia está presente em produtos e equipamentos que fazem parte do seu dia-a-dia. A lista é grande. Vai desde computadores a bolinhas de tênis, passando por protetor solar, tênis de corrida e tecidos que não amassam. A saúde é uma das áreas que mais chama a atenção dos pesquisadores envolvidos com a nanotecnologia. As nanopartículas estão em válvulas cardíacas, marca-passo, implantes ortopédicos. A eficácia no combate ao câncer de ovário é mais uma importante aplicação dessa tecnologia que certamente ainda trará grandes contribuições à humanidade.

31 de julho de 2009

O prejuízo dos congestionamentos

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:12

A saída pode estar em novas vias urbanas

O prejuízo anual causado pelo trânsito caótico na cidade de São Paulo resulta em um custo anual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital, o equivalente a R$ 33 bilhões,.

A afirmação foi feita pelo professor e economista Marcos Cintra, da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, durante painel realizado neste mês no seminário “O Desafio da Mobilidade Urbana”, organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).

“Esse é o valor que a cidade deixa de arrecadar, na medida em que se têm, todos os dias, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas sentadas durante horas em seu veículo, sem desenvolver nenhuma atividade produtiva”, afirmou Cintra.

Cintra também ressaltou outros pontos, como um frete mais caro, maior uso de combustível e problemas de saúde, como os respiratórios. São valores que elevam o custo de produção e de vida.

Na visão de Dario Rais, vice-presidente do Instituto de Engenharia, é preciso dar prioridade para as construções de mais vias urbanas. Hoje há picos de congestionamento acima dos que ocorriam antes do rodízio.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, ressaltou a probabilidade de a indústria automobilística continuar crescendo e colocando mais veículos nas ruas. Isso não acarretaria em grandes problemas, desde que o uso do veículo seja disciplinado, evitando a concentração de trânsito no centro da cidade.

“Todos querem ter carro, é só definir para que uso. Você pode chegar até um ponto de integração em seu veículo. Aí, deve ser o transporte coletivo que faz o resto do deslocamento, seja em pneus ou em trilhos”, completa o ministro Fortes.

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