17 de setembro de 2009

Holograma pra lá de real

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Pesquisadores criam sistema de holograma com capacidade de interação e até com sensação tátil

Deve ser dura a vida de quem é roteirista de filmes de ficção científica. Inventar algo que a ciência não consegue criar no mundo real é um trabalho cada vez mais penoso. Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, por exemplo, acabam de anunciar um invento que parece ter saído do filme Star Wars. Atuando na área de holografia, eles criaram uma tecnologia que não apenas mostra a imagem em 3D, mas também a torna palpável e sensível.
O novo sistema de holografia japonês combina projetores, sensores e emissões de ultrassom para criar imagens que flutuam e podem transmitir uma sensação tátil similar à real. Os hologramas são projetados num espelho côncavo. Um sistema de sensores ao seu redor rastreia a localização do usuário, para melhor ajustar a imagem em relação à sua posição diante do espelho. Com isso, mesmo que a pessoa se mova, a imagem se auto-ajustará, dando a impressão de que a projeção é algo sólido.
Para a interação da imagem com quem a vê, o aparelho utiliza controles com sensor de movimento. Com eles, é possível determinar a posição das mãos do usuário em relação ao holograma e, a partir daí, fazer com que a imagem responda a “toques”, por exemplo. Mas como é possível sentir o holograma? Através de uma ideia engenhosa, os cientistas colocaram sobre o espelho um conjunto de emissores de ultrassom, que criam correntes de ar.
Controlando a intensidade do vento e a quantidade de emissores, é possível transmitir uma sensação tátil. O holograma parece sólido. Por enquanto, os japoneses testaram o holograma com objetos simples, como uma pequena esfera (como aparece na foto acima). Mas eles já estão estudando como usar a tecnologia para criar hologramas de objetos maiores, animais e até pessoas. É o Star Wars no mundo real.

Velocidade máxima

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 1:12

Cientistas americanos criam a câmera mais rápida do mundo, com capacidade para filmar até 6 bilhões de quadros por segundo

A novidade veio da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Trata-se de um novo tipo de câmera, capaz de capturar imagens em altíssima velocidade e com ótima resolução. Vídeos que circulam pela internet, com alta taxa de quadros por segundo, que mostram uma bexiga de borracha cheia d’água estourando, por exemplo, não são nada perto dessa nova tecnologia.
O invento é capaz de filmar eventos como ondas de choque, ou até a comunicação entre as células. Algo que até então nenhuma máquina conseguia executar. Para se ter uma ideia da velocidade do novo equipamento, as câmeras atuais são capazes de capturar até mil quadros por minuto. Já a nova máquina captura 6 bilhões de quadros por segundo! A velocidade do obturador – que garante o tempo de exposição da imagem – também impressiona. De tão rápida, torna-se até abstrata: são 440 picossegundos (cada picossegundo equivale a 1 trilionésimo de segundo).
As câmeras atuais trabalham com um sistema de CCD, dispositivo de carga acoplada, responsável pela resolução da máquina, em pixels, baseado na captura da luz. A nova câmera dispensa o uso desse dispositivo e utiliza uma tecnologia baseada em pulsos de laser convertidos num fluxo contínuo de imagens. Os pulsos são capturados por um digitalizador eletrônico e, pronto, a imagem está capturada. Conforme imaginado pelos projetistas da câmera, a nova máquina poderá ajudar em exames de sangue. A tecnologia atual permite aos médicos contar as células e medir seu tamanho, mas não é possível vê-las. Por isso, fica impossível separar as células sadias das doentes. Com a nova câmera isso será possível.

16 de setembro de 2009

À prova de impactos

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 3:37

Engenheiros criam tecnologia capaz de adaptar telhados e capôs de carros para suportar impactos e salvar vidas

Resultado de três anos trabalho de um grupo de seis engenheiros civis, espaciais, mecânicos e de computação da Universidade de Stuttgard, na Alemanha, uma nova tecnologia em estruturas é capaz de fazer com que carros, prédios e máquinas se adaptem às mais diferentes situações de impacto. Com o nome de Hybrid Intelligent Construction Element (Elemento de Construção Híbrido Inteligente), o sistema propõe uma maneira de criar telhados capazes de suportar diferentes ações climáticas, como tempestades e nevascas, e capôs de carros mais “macios”, capazes de mudar de formato em caso de acidentes.
O fundamento da tecnologia criada pelos engenheiros alemães são sensores que atuam nas bases das estruturas, tornando-as capazes de se adaptarem a mudanças de cargas. Tais sensores, além de inteligentes, são integrados à estrutura, fazendo com que estas fiquem mais leves e maleáveis. Com toda a teoria já fundamentada, é o momento de colocá-la em prática, no cotidiano das pessoas, em todas as áreas da engenharia.
Além de ser aplicado em telhados, para suportar as pressões de fortes chuvas, excesso de neve e ventanias, o elemento de construção inteligente deve ser introduzido na indústria automobilística com o intuito de diminuir o impacto do capô em vítimas de atropelamento. Aliado a novos materiais, a lataria superior dos carros seria capaz de transformar sua resistência e, assim, evitar maiores danos aos pedestres e também às pessoas dentro do veículo.

15 de setembro de 2009

Grávidas ao volante

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 1:40

Pesquisadores ingleses projetam carro especialmente seguro para motoristas e passageiras gestantes

No Reino Unido, há quase 750 mil gestantes por ano. E uma imensa parte dessas mulheres - mais de 80% - entra num carro, como motorista ou passageira, durante a gravidez. Cientes disso, os projetistas Serpil Acar e David Van Lopik trabalham num projeto para dar mais segurança e conforto às gestantes que passam algum tempo dentro dos veículos. O objetivo da dupla é produzir um modelo capaz de, por exemplo, assimilar o impacto com uma gestante em seu interior e prever os riscos de ferimentos.
A segurança das mulheres grávidas é comprometida por causa das mudanças ocorridas em seu corpo durante os meses da gestação. E essas alterações não se limitam apenas à região abdominal. Elas se estendem para as coxas, braços e bustos e, por consequência, afetam a postura dentro do veículo. Até a utilização do cinto de segurança é prejudicada, algo que torna um simples passeio até o shopping muito perigoso.
Por questão de conforto, elas mantêm o cinto a uma certa distância do abdômen, ou até não o usam. Além disso, a pressão do volante sobre o abdômen em caso de acidentes é algo extremamente perigoso para mãe e criança. Os pesquisadores constataram que muitas mulheres deixam apenas 2,5 centímetros de distância entre a barriga e o volante. Em alguns casos, essa distância nem existe. Ou seja, com qualquer impacto, a placenta pode se deslocar devido ao choque com o volante.
Acar e Weekes tomaram 48 medidas diferentes de 100 mulheres grávidas em diferentes posturas, e com períodos de gestação variados. Com isso, criaram um modelo para o computador. Chamado de Expecting (“esperar”, em inglês), esse modelo é o primeiro do mundo totalmente adequado para uma grávida de até 36 semanas, no final da gestação. Agora, as futuras mamães poderão dirigir com mais segurança e tranquilidade.

14 de setembro de 2009

Melhor do que cão farejador

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Novo equipamento tecnológico pode ajudar a resolver crimes através dos odores do corpo da vítima

Cientistas forenses são chamados para investigações nas quais é preciso fazer análise do local, recolher toda e qualquer evidência, realizar exames de fluídos e DNA, documentos e tudo mais que puder ser utilizado para desvendar o crime. Os fãs do seriado C.S.I. (sigla em inglês para Investigação na Cena do Crime) sabem bem do que estamos falando.
Após a invenção de um aparelho para detectar corpos humanos soterrados em catástrofes e em cenas de crime, estes investigadores especializados na arte da busca por um detalhe, por menor que seja, acabam de apresentar mais um dispositivo do cinto de utilidades de todo cientista forense que se preze: um aparelho que pode determinar o tempo de morte, rapidamente, e ainda no local do crime ou desastre.
Até então, a melhor maneira de fazer isso era usando cães farejadores. Os animais, no entanto, demandam muito treino e gastos. Ponto para o novo invento, que tem custo baixo. Por enquanto, os responsáveis pelo invento, Sarah Jones e Dan Sykes, ainda passam por trabalhoso processo de identificação de todos os gazes liberados pelo corpo humano após a morte, sob as mais variadas condições ambientais e climáticas, e catalogação cronológica dos odores. Tudo para se certificarem de que o dispositivo é 100% confiável e poderá ajudar em qualquer situação, produzindo informações preciosas através dos odores da vítima.

11 de setembro de 2009

Bengalas nunca mais!

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 0:38

Robô que servirá de guia para cegos é capaz de captar imagens e movimentar-se sem esbarrar em objetos

Ao imitar o sistema de funções visuais do cérebro humano, novo sistema de visão robótica consegue manobrar de maneira segura e eficaz por ambientes desordenados e até ajudar deficientes visuais. Segundo os criadores da nova máquina, a habilidade de uma criança movimentando-se numa sala de brinquedos, por exemplo, é extremamente difícil para se imitar nos computadores. Analisar o ambiente enquanto se movimenta exige muito da inteligência artificial.
Por conta disso, há três anos, pesquisadores europeus estabeleceram um desafio: criar um aparelho capaz de tomar decisões em movimento num ambiente complexo. Neurocientistas estudaram e mapearam o funcionamento do sistema visual de mamíferos, primatas e seres-humanos. Enquanto isso, especialistas em ciência da computação e robótica incorporaram os frutos desses estudos em suas novas criações. O esforço coletivo valeu a pena. O grupo construiu e apresentou o robô numa sala fechada, repleta de objetos, guiado apenas por aquilo que ele “enxerga” através de câmeras de vídeo individuais.
Agora, o objetivo dos cientistas é utilizar essa tecnologia para ajudar pessoas com deficiência visual a se locomoverem. Para isso, o robô - batizado de VisGuide - terá de ser aprimorado, para ter mais velocidade na tomada de decisões em relação ao caminho a ser percorrido, sem esbarrar em objetos. Essa versão final da máquina será transformada numa espécie de óculos, que o usuário cego utilizará para se locomover à vontade. E adeus bengalas.

10 de setembro de 2009

O incrível poder da mente

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:27

Com chip instalado no cérebro, pessoa poderá trocar de canal na TV, apenas com a força do pensamento

Antes de 1955, para zapear os canais da televisão era preciso levantar
da poltrona e trocar de emissora manualmente. Quando se criou o
controle remoto, iniciou-se a segunda fase na história da TV. E a
terceira etapa, da troca de canais por meio do pensamento, somente
imaginada em histórias em quadrinhos como X-Men, acaba de ganhar vida,
graças a cientistas britânicos criadores de um chip que permite mais
do que zapear os canais. Com o poder da mente, será possível acender lâmpadas e até
controlar o cursor na tela do computador.

O intuito dos pesquisadores foi, na realidade, mais nobre: ajudar
pessoas com graves problemas de comunicação, como o Dr. Stephen
Hawking ou o ator Christopher Reeve, entre outros exemplos citados por
eles. Essa, no entanto, não é a primeira vez que cientistas pesquisam e
criam objetos movidos à força do pensamento. Ainda este ano, japoneses
encontraram uma maneira de mover cadeiras-de-rodas com o poder da
mente – exatamente como faz o professor Xavier, líder dos X-Men.

O grande diferencial deste chip de 1,3 milímetro é a não necessidade
do uso de fios. Ele funciona de maneira simples: inserido na
superfície do cérebro, captura a atividade elétrica das células nervosas e passa os sinais para outro receptor, no crânio do paciente. Segundo os pesquisadores, o cérebro se adapta rapidamente ao chip. Ações como trocar o canal de TV e mover o cursor na tela do computador terão a mesma dificuldade que mover um membro do seu próprio corpo.
De acordo com os criadores do chip, os experimentos em laboratório têm sido promissores.

9 de setembro de 2009

A impressão sem tinta

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:44

Copiando fundamentos da natureza, novo método imprime mais rapidamente, com cores vivas e sem o uso de tintas

Todo mundo já passou por isso. Quando você mais precisa da impressora, a tinta acaba. É muito provável que essa situação já tenha acontecido com o pesquisador Sunghoon Kwon, da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul. Ele acaba de anunciar a discovers de uma revolucionária técnica de impressão, mais rápida, com capacidade de copiar cores vivas da natureza e, o melhor de tudo, sem utilizar as tintas tradicionais. E ele conseguiu isso tomando como referência o que a natureza já faz há milhões de anos. A coloração da cauda de um pavão, por exemplo, é baseada na interação da luz com o material biológico presente na superfície das penas: não há pigmentos.

Com um composto de nanopartículas magnéticas, um líquido de hidratação e resina, o cientista criou a chamada M-Ink. Quando um campo magnético é aplicado, as nanopartículas se encaixam em formas de cadeias. A luz entra em contato com essas cadeias e o reflexo forma determinada cor. Se houver uma mudança de intensidade no campo magnético, novas cadeias serão formadas e, por consequência, outra cor será visualizada. Uma vez na cor exata e desejada, o local que receberá a impressão é banhado com luz ultra-violeta, que elimina a resina e fixa as nanopartículas.

Pode parecer complicado, mas saiba que todo esse processo acontece muito rapidamente. Em apenas 1 décimo de segundo é possível definir o campo magnético de uma cor básica como o vermelho, ou azul. Com essa velocidade, é possível imprimir uma folha inteira, em tamanho A-4, em apenas 1 segundo. De olho na preservação ambiental, Kwon e sua equipe também trabalham no processo reverso: criar um removedor que reverta a fixação das cores, tornando o papel novamente aproveitável.

8 de setembro de 2009

Microscópio de bolso

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 1:36

Com lentes super potentes, um simples telefone celular pode identificar bactérias e parasitas

Eles tiram fotos, mandam e-mail, filmam, tocam, gravam música… É cada vez mais amplo o leque de atividades que um telefone celular é capaz de executar - além de fazer ligações telefônicas, claro.  É até difícil imaginar até onde a tecnologia desses aparelhos chegará. Pois um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, acaba de anunciar mais uma impressionante aplicação dos onipresentes celulares. Eles desenvolveram um equipamento que transforma um simples telefone celular num microscópio.
Com o CellScope - como o aparelho foi batizado -, um mecanismo óptico composto por lentes super potentes é acoplado à câmera do celular. O aumento da capacidade da câmera é tamanho que é possível registrar imagens de parasitas e bactérias sem a menor dificuldade. Numa amostra de sangue, por exemplo, é possível identificar e diagnosticar o parasita da malária. Também pode-se utilizar o dispositivo para realizar exames mais cotidianos, como análises do canal auricular, da língua, dos dentes e da pele.
Outra vantagem da invenção: utilizando o próprio aparelho celular, é possível enviar as imagens para especialistas e centros médicos, economizando recursos e maximizando o tempo de atendimento. O intuito dos pesquisadores em criar o dispositivo é nobre: levar a grande capacidade de diagnóstico do celular-microscópio, sua fácil portabilidade e baixo custo – estimado em 75 dólares, cerca de 150 reais -, a regiões do mundo com carência em instalações na área de saúde. A equipe que criou o CellScope já pensa em desenvolver uma segunda geração do aparelho, mais potente e com novos recursos.

7 de setembro de 2009

Músculos no cérebro

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 11:45

Pesquisadores brasileiros testam nova técnica para reparar nervos cerebrais com músculos

Quando um paciente tem algum nervo cerebral lesionado, os médicos costumam fazer um enxerto utilizando partes de outro nervo do cérebro. Pesa contra essa técnica o fato de que há, ainda, a necessidade de se torcer para que o nervo transplantado tenha o mesmo diâmetro e comprimento do nervo danificado. Na prática, para curar um, é necessário lesionar outro. Para eliminar esse problema, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unifesp, em São Paulo, estudam a possibilidade de se realizar o reparo com segmentos de músculos, poupando o cérebro do paciente de outra lesão.

Segundo eles, essa técnica teria uma vantagem: diâmetro e comprimento do material enxertado poderiam ser manipulados pelo cirurgião. O que interessa aos médicos, na realidade, não são os músculos em si, mas um conjunto de túbulos constituídos por uma membrana que envolve as células musculares. Esses túbulos funcionariam como verdadeiros tubos ou canos, substituindo a parte lesionada e fazendo com que o nervo volte a transmitir e receber estímulos.

A técnica já foi testada em ratos, com sucesso. Nos testes, os animais foram divididos em sete grupos e receberam os enxertos de diferentes formas, numa tentativa de se encontrar a maneira mais eficaz de fazer essa ligação. Os resultados foram surpreendentes: em todos os grupos houve a passagem das fibras nervosas e os músculos funcionaram perfeitamente como uma ponte de ligação. Por tudo isso, os pesquisadores estão confiantes e afirmam que, se o resultado for o esperado, será possível criar um estoque de segmentos de músculos em todos os hospitais, tratando lesões cerebrais de maneira simples, segura, barata e eficiente.

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