30 de agosto de 2009

O fantástico metal “Wolverine”

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 21:54

Engenheiros criam metal com poderes autocicatrizantes, capazes de “sarar”, exatamente como a pele humana

Nos quadrinhos e no cinema, Wolverine é um mutante que tem o poder de se recuperar de qualquer tipo de ferimento. E recentemente engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, conseguiram criar uma liga metálica com esses mesmos “poderes”. Presentes em praticamente todos os tipos de máquinas - de aviões e naves espaciais a carros e um simples ferro de passar roupa -, as peças metálicas sofrem danos por causas diversas, como fadiga, estresse mecânico e desgaste por atrito.
Como consequência, esses problemas geram despesas - quando a máquina precisa ser desligada para reparos - e até mesmo acidentes - como no caso da quebra de uma peça de um carro, por exemplo. Evitar ou, ao menos, minimizar esses problemas tem sido um antigo objetivo dos pesquisadores da área. Agora, os cientistas alemães anunciaram que descobriram como tornar esse projeto uma realidade, fazendo com que as peças metálicas sejam capazes de se “cicatrizerem”, preenchendo pequenas fissuras e “curando” arranhões, exatamente como acontece com a pele humana.
Os engenheiros da Alemanhã conseguiram alcançar os objetivos desejados utilizando nanopartículas com cápsulas de um material fluido. Aplicadas no interior do metal, as nanopartículas produzem o efeito de “cicatrização”. Quando ocorre algum tipo de arranhão ou fissura na peça, elas se rompem, liberando o fluido que preenche a área danificada. Agora, o próximo desafio dos pesquisadores é adaptar essa técnica ao uso industrial. A previsão é de que em cerca de 10 anos o metal “Wolverine” esteja à disposição no mercado.

27 de agosto de 2009

Clonagem à brasileira

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 19:36

Pesquisa nacional produz clone de banana, com produtividade maior do que a fruta natural

O que você faria se soubesse que a fruta que está comprando no supermercado foi produzida em laboratório? Se torceu o nariz para essa ideia, saiba que não há motivos para isso. E que é provável que, muito em breve, você esteja comprando bananas clonadas nos mercados brasileiros. É que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, já está produzindo bananas clonadas e os resultados têm sido ótimos.
A clonagem de mudas de bananeira desenvolvida pela Embrapa tem sido considerada pelos especialistas uma excelente alternativa ao método tradicional e natural de plantio, com produtividade até 25% superior ás plantações comuns. O primeiro passo da clonagem de banana é a retirada do ápice caulinar, parte central dos rizomas - tipo de caule que algumas plantas possuem - da bananeira. Na clonagem, um único rizoma pode dar origem a até duzentas mudas.
Segundo os pesquisadores, o processo da clonagem de bananas tem, ainda, outra vantagem. As plantas geradas em laboratório são mais fortes, uniformes, resistentes e livres de microrganismos, o que torna dispensável o uso de defensivos agrícolas. O processo já está dando resultados. Este mês, a empresa Bioclone já entregou um lote de 4 mil mudas clonadas de bananeira, tipo exportação. Com certeza, muitas outras frutas em breve também serão clonadas.

O nascimento do homem virtual

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 10:44

Nasce em computador a versão virtual de um ser-humano que promete revolucionar a Medicina

Acaba de ter início um projeto científico que deve mudar a história da Medicina. Batizado de Homem Fisiológico Virtual, trata-se de um programa capaz de reproduzir, em laboratório e com perfeição, várias partes do corpo humano e as diversas situações - de doenças, distúrbios e eventuais tratamentos - pelas quais nosso organismo passa ou pode passar. Tudo por meio de simulação em computador.

Elaborado em conjunto por especialistas de treze universidades da Europa, o projeto pretende, entre outras coisas, dar um ponto final a testes com drogas e remédios em cobaias animais e também em humanos, já que todos esses testes poderiam ser realizados no Homem Virtual. Além disso, o programa também poderá ser utilizado em faculdades de Medicina, revolucionando, assim, o ensino da saúde, e para avaliar a eficácia e os riscos de novas técnicas cirúrgicas.

O orçamento do projeto é de cerca de 200 milhões de reais - bancados pela União Europeia - e os trabalhos estão em fase inicial. Um dos primeiros passos da pesquisa será simular problemas ligados à medicina regenerativa, focando em grupos de células consideradas pelos estudiosos de maior importância, como as células dos pulmões, do coração, da pele e das mamas. Os cientistas acreditam que o Homem Virtual começará a dar resultados práticos num prazo de 10 anos e que pode ser fundamental para avanços no tratamento de algumas das mais graves doenças do homem, como câncer e AIDS.

26 de agosto de 2009

Lentes mágicas

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:44

Inventor cria óculos que muda de foco de acordo com a necessidade do usuário

O homem da foto acima é Stephen Kurtin, um cientista americano que, como bilhões de pessoas em todo o mundo, tem de usar óculos de grau para corrigir deficiências visuais. Formado em Física Aplicada e especialista em microeletrônica, Kurtin enveredou na carreira de inventor e já patenteou cerca de trinta das suas criações. A mais recente delas serve, justamante, para facilitar a vida de pessoas que, como ele próprio, precisam usar óculos.

Stephen Kurtin inventou óculos com lentes que podem ser ajustadas pelo usuário, de acordo com sua necessidade naquele momento. Ou seja, seria o fim daquele papo de “óculos para perto” ou “óculos para longe”. O invento de Kurtin (que ele está usando na foto acima) serve para ambas as situações. Sem a necessidade de trocar de lentes, o usuário pode tanto ler uma página de revista, assistir à TV ou admirar uma paisagem a centenas de metros. Numa explicação simplificada, seria como enxergar através da lente de uma câmera fotográfica: basta ajustar o foco.

Essa proeza é possível graças a um mecanismo projetado e desenvolvido pelo inventor. Os óculos possuem um minúsculo controle, localizado na armação, que torna possível o controle do foco da lente. As lentes são formadas por três componentes: um vidro por trás, uma membrana interna cheia de fluido - um material parecido com plástico, cuja curvatura pode ser alterada mecanicamente - e lentes exteriores. Para mudar o foco, o usuário só precisa mover uma peça na armação, como se estivesse regulando o foco de um binóculo.

Para funcionar com perfeição, os óculos TruFocals - como foi batizado pelo criador - precisam ter lentes redondas, que garantem a curvatura necessária para que o mecanismo de mudança de foco entre em ação. Até chegar ao resultado desejado, Stephen Kurtin investiu milhões de dólares e quase 20 anos de pesquisas no projeto. Recentemente, ele começou a comercializar o seu invento, através de um pequeno grupo de oftalmologistas. O próximo passo é vender o produto pela internet, para todo o mundo. Os óculos TruFocals custam cerca de 900 dólares - pouco menos de 1.800 reais.

24 de agosto de 2009

Inovação aérea

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 22:15

Já está nos ares o primeiro avião tripulado movido a hidrogênio do mundo

O nome dele é Antares DLR-H2 e acaba de tornar-se o primeiro avião tripulado do mundo, capaz de decolar e de voar utilizando como combustível apenas o hidrogênio. A aeronave foi projetada pela Agência Espacial Alemã, tem envergadura de 20 metros nas asas - distância entre as extremidades das duas asas - e consegue voar a uma velocidade de 170 km/h.
O projeto tomou como base um planador movido a motor e os projetistas acreditam que podem fazer alguns reforços na estrutura que fariam o Antares alcançar os 300 km/h, com autonomia de vôo de cerca de 750 quilômetros. Segundo um dos responsáveis pelo projeto, o engenheiro Johann-Dietrich Wörner, a construção de um avião movido a hidrogênio, capaz de decolar e de voar com passageiros deve-se a alguns fatores.
Um deles foi o aumento da capacidade e eficiência das células de combustível, que transformam o hidrogênio em eletricidade, que vai alimentar os motores elétricos da aeronave. Tudo isso é feito através de uma reação eletroquímica direta com o oxigênio. Como esse processo acontece sem qualquer tipo de combustão, o avião é, ainda, ecologicamente correto. Ele não polui o meio ambiente. O único resíduo gerado pelas células de combustível é água. Outro fator que tornou real o Antares DLR-H2 são os avanços tecnológicos em áreas como aeronáutica e geração de energia, sem os quais esse inovador avião jamais teria saído do papel.

Brasil faz teste pioneiro com células-tronco

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 11:29

O país realizou experimentos inéditos no tratamento de doença pulmonar

O Brasil é o primeiro país do mundo a fazer testes do uso de células-tronco adultas no tratamento de doenças respiratórias em humanos. Sob a coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa já foi iniciada e tratará de dez pacientes que sofrem de silicose, uma inflamação causada pelo contato com o pó de silica e que provoca o enrijecimento dos pulmões. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas sofram da enfermidade no Brasil, principalmente trabalhadores da indústria naval, mineiros e vidraceiros.

Todos os dez pacientes serão tratados com injeções com suas próprias células-tronco, retiradas da medula óssea. Cada um deles receberá apenas uma aplicação. O projeto prevê que todas as pessoas submetidas ao inédito tratamento serão avaliadas um ano após o início da pesquisa. Os maiores objetivos do estudo são observar a segurança do procedimento e servir de referência para futuras pesquisas com células-tronco. Para ser realizado, o experimento teve de ser aprovado pelo Conselho Nacional de Saúde, órgão federal responsável por autorizar pesquisas com humanos no Brasil.

O mesmo tratamento já foi aplicado em ratos e os resultados foram excelentes, inclusive no combate a outras doenças pulmonares, como síndrome do desconforto respiratório agudo, asma grave e obstrução crônica. Os cientistas acreditam que esse mesmo efeito positivo deve ser observado também em humanos. Mas essa confirmação só poderá ser comprovada na segunda fase da pesquisa, após o término do período de 1 ano ao qual os pacientes examinados serão submetidos ao experimento.

21 de agosto de 2009

O suco da resistência

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:47

A ciência confirma: suco de beterraba aumenta a resistência física

Muito provavelmente, você já ouviu dizer que suco de beterraba dá força e resistência. Agora, a ciência confirma a sabedoria popular. Beber suco de beterra proporciona até 16% a mais de resistência física a atletas, sejam eles profissionais ou amadores. Segundo pesquisa realizada na Universidade de Exeter, no Reino Unido, substâncias desse legume auxiliam na redução do consumo de oxigênio, prolongando o tempo que a pessoa levaria para ficar cansada.

De acordo com os cientistas britânicos, o nitrato de beterraba é capaz de retardar a sensação de fadiga durante a prática de exercícios físicos. Um simples copo, de 500 mililitros, do suco do legume pode melhorar o condicionamento físico de atletas mais do que um treinamento comum. Durante a pesquisa, as pessoas que tomaram suco de beterraba antes de praticar atividades físicas também apresentaram pressão arterial mais baixa durante o período de descanso. Por isso, os estudiosos acreditam que o suco pode ser um forte aliado no tratamento de indivíduos com doenças respiratórias e cardiovasculares.

O curioso é que os cientistas ainda não conseguiram identificar como a beterraba atua na melhora do condicionamento físico. Até agora, eles apenas suspeitam que o nitrato do suco do legume, após ingerido, pode se transformar em óxido nítrico no organismo. Com isso, o corpo passaria a consumir menos oxigênio durante o exercício físico, retardando a sensação de cansaço. Mas mesmo sem que a ciência possa, ainda, afirmar o que torna o suco de beterraba tão poderoso, beber um copo cheio pode ser uma bela dica para os praticantes de exercícios.

20 de agosto de 2009

A caminho do Espaço

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 10:44

Estudo brasileiro testará microorganismos para serem enviados a outros planetas

Pouquíssima gente sabe - e nem imagina -, mas na Terra há seres capazes de viver em condições praticamente impossíveis. São micróbios como o Pyrolobus fumarii, que vive em fendas termais dos oceanos, sob temperaturas que ultrapassam os 130 graus. Segundo o coordenador do projeto, o astrônomo Eduardo Janot Pacheco, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (USP), esses seres não apenas conseguem viver nessas condições, como gostam de viver assim. Por sobreviverem e se sentirem bem nessas condições extremas, esses micróbios são chamados de extremófilos.

Esses incríveis habitantes da Terra serão preparados por cientistas brasileiros para ser enviados ao Espaço, num experimento que pretende identificar planetas onde seria possível encontrar vida. Se os extremófilos da Terra conseguirem sob reviver em algum outro planeta, isso representará uma descoberta histórica e um forte indício de que não estamos sós no Universo. Para testar os extremófilos antes de eles serem enviados ao Espaço, o Brasil construirá um laboratório que simulará condições extremas, supostamente encontradas em planetas fora do Sistema Solar, conhecido como exoplanetas.

O projeto prevê a construção de uma câmara de simulação de ambientes extremos, na qual será analisada a vulnerabilidade de alguns microorganismos da Terra a coisas como radiação, temperaturas altíssimas (acima dos 100 graus) e ausência quase total de água. A câmara a ser utilizada no experimento ficará em Valinhos, interior de São Paulo, onde a USP mantém um observatório, e será construída com verbas de um dos novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, criados pelo Governo Federal, com orçamento previsto de R$ 7 milhões a ser gastos em 3 anos. E o micróbio Pyrolobus fumarii é um dos fortes candidatos a ser o primeiro astronauta da Terra enviado a um planeta fora do Sistema Solar.

19 de agosto de 2009

Em busca de soluções inovadoras

Arquivado em: Sem categoria planetainteligente - 2:45

Concurso estimula o desenvolvimento de ideias que ajudem a melhorar vários setores da sociedade

Com o objetivo de estimular a criação de soluções tecnológicas que contribuam para diminuir a ineficiência em setores essenciais para a sociedade - como saúde, transporte, trânsito, segurança e educação -, foi lançado o primeiro concurso cultural “Soluções Inovadoras para um Planeta Mais Inteligente”.  Promovido pela IBM Brasil, o programa recerá inscrições de interessados até o dia 30 deste mês, no site ibm.com/developerworks/br, e é indicado a universitários, desenvolvedores autônomos e empresas de software.
As aplicações criadas para o concurso devem utilizar pelo menos duas tecnologias de software IBM. Após as inscrições, a comissão julgadora selecionará os projetos mais inovadores e que contribuirão para um mundo melhor. Nos dias 9 e 10 de novembro, esses participantes demonstrarão os protótipos das suas ideias aos jurados. A proposta do concurso é identificar soluções inovadoras para diferentes indústrias e áreas de atuação.
A premiação do concurso será durante a Semana Global do Empreendedorismo, que acontecerá de 16 a 22 de novembro, em todo o Brasil, organizado pela Endeavor. Os estudantes vencedores ganharão um notebook e uma visita ao Laboratório Mundial da IBM. Os desenvolvedores autônomos, além de receber esses prêmios, terão a oportunidade de apresentar o projeto vitorioso em São Paulo. Já as empresas de software, além de disponibilizar seus projetos no Innovation Center, poderão também obter suporte técnico para aprimorar seus produtos e apoio na elaboração de um plano de negócios.

18 de agosto de 2009

Roupa de camaleão

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 10:37

Cientistas criam roupas que mudam de cor e de estampa automaticamente

As roupas com o super branco do besouro Cyphochilus - cuja estrutura produz o branco mais alvo da natureza - ainda não existem. Mas algo tão - ou até mais - interessante já está sendo produzido por cientistas do laboratório Sandia, nos Estados Unidos, em mais um estudo cuja inspiração veio do mundo animal. Os pesquisadores americanos conseguiram reproduzir, em material sintético, o mecanismo de camuflagem de algumas espécies, como camaleões, polvos e peixes.

Estudando como esses e outros animais mudam a coloração e até a “estampa” do próprio corpo para passar despercebidos de predadores ou para caçar sem assustar suas presas, os cientistas desenvolveram uma roupa que faz o mesmo, assumindo a cor e a aparência do ambiente em que está. Segundo os autores do experimento, esse efeito poderá ser utilizado na fabricação de roupas que mudem de cor para se adaptar a diferentes situações visuais e ambientes.

Para produzir a roupa camuflada, os pesquisadores agiram diretamente na fonte de energia que possibilita a camuflagem dos animais e fizeram o mesmo na forma sintética. Em ambos os casos, essa fonte é uma espécie de combustível celular, chamado Adrenosina Trifosfato (ATP), que se parte, gerando a energia responsável pela movimentação de proteínas do animal, resultando na camuflagem.

Os cientistas americanos conseguiram reproduzir esse interessante fenômeno da natureza em laboratório para criar as roupas que se camuflam automaticamente. Já ficou interessado em comprar a sua camiseta-camaleão? Infelizmente, essa novidade ainda vai demorar um pouco para chegar às lojas. De acordo com os pais da invenção, cerca de 10 anos.

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