O prejuízo dos congestionamentos
A saída pode estar em novas vias urbanas

O prejuízo anual causado pelo trânsito caótico na cidade de São Paulo resulta em um custo anual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital, o equivalente a R$ 33 bilhões,.
A afirmação foi feita pelo professor e economista Marcos Cintra, da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, durante painel realizado neste mês no seminário “O Desafio da Mobilidade Urbana”, organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).
“Esse é o valor que a cidade deixa de arrecadar, na medida em que se têm, todos os dias, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas sentadas durante horas em seu veículo, sem desenvolver nenhuma atividade produtiva”, afirmou Cintra.
Cintra também ressaltou outros pontos, como um frete mais caro, maior uso de combustível e problemas de saúde, como os respiratórios. São valores que elevam o custo de produção e de vida.
Na visão de Dario Rais, vice-presidente do Instituto de Engenharia, é preciso dar prioridade para as construções de mais vias urbanas. Hoje há picos de congestionamento acima dos que ocorriam antes do rodízio.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, ressaltou a probabilidade de a indústria automobilística continuar crescendo e colocando mais veículos nas ruas. Isso não acarretaria em grandes problemas, desde que o uso do veículo seja disciplinado, evitando a concentração de trânsito no centro da cidade.
“Todos querem ter carro, é só definir para que uso. Você pode chegar até um ponto de integração em seu veículo. Aí, deve ser o transporte coletivo que faz o resto do deslocamento, seja em pneus ou em trilhos”, completa o ministro Fortes.








