31 de julho de 2009

O prejuízo dos congestionamentos

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:12

A saída pode estar em novas vias urbanas

O prejuízo anual causado pelo trânsito caótico na cidade de São Paulo resulta em um custo anual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital, o equivalente a R$ 33 bilhões,.

A afirmação foi feita pelo professor e economista Marcos Cintra, da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, durante painel realizado neste mês no seminário “O Desafio da Mobilidade Urbana”, organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).

“Esse é o valor que a cidade deixa de arrecadar, na medida em que se têm, todos os dias, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas sentadas durante horas em seu veículo, sem desenvolver nenhuma atividade produtiva”, afirmou Cintra.

Cintra também ressaltou outros pontos, como um frete mais caro, maior uso de combustível e problemas de saúde, como os respiratórios. São valores que elevam o custo de produção e de vida.

Na visão de Dario Rais, vice-presidente do Instituto de Engenharia, é preciso dar prioridade para as construções de mais vias urbanas. Hoje há picos de congestionamento acima dos que ocorriam antes do rodízio.

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, ressaltou a probabilidade de a indústria automobilística continuar crescendo e colocando mais veículos nas ruas. Isso não acarretaria em grandes problemas, desde que o uso do veículo seja disciplinado, evitando a concentração de trânsito no centro da cidade.

“Todos querem ter carro, é só definir para que uso. Você pode chegar até um ponto de integração em seu veículo. Aí, deve ser o transporte coletivo que faz o resto do deslocamento, seja em pneus ou em trilhos”, completa o ministro Fortes.

30 de julho de 2009

Um mundo (rural) plugado

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:30

Rede wi-fi conectará produtores de café em Minas Gerais

A Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), em Minas Gerais, testará a partir de 2010, em parceria com seus 11 mil associados, o projeto E-farms – Uma estimativa de mão dupla de pequenos produtores rurais para o mundo em rede. A iniciativa consistirá basicamente em interligar os produtores por internet sem fio para o compartilhamento de dados.

A tecnologia irá permitir a execução de planejamento e acompanhamento de safra e a troca de dados de meteorologia, trocas de gases atmosféricos, variações climáticas e duração do período de estiagem.

A coordenadora geral do projeto, a professora Cláudia Maria Bauzer, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), está certa de que o projeto será um sucesso. “Muito do que estamos criando aqui no Brasil, é ainda uma tecnologia inédita em outros países, pela combinação de dados e imagens interligados na retransmissão via satélite”, ressalta Bauzer.

Ainda existem alguns pequenos desafios a serem superados, como a questão da implementação da rede sem fio, tendo em vista o espaço geográfico, o relevo e a altura das árvores. A partir do sucesso na implementação da E-farms no campo essa tecnologia certamente será implantada em outras culturas agrícolas, completa a coordenadora do projeto.

29 de julho de 2009

A Amazônia vista de perto

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:10

Torre de 300 metros de altura avaliará mudanças climáticas

Durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada este mês em Manaus, foi apresentado um projeto pioneiro: a construção de uma torre a 300 metros de altura, em plena Floresta Amazônica, que começará a funcionar no ano que vem.

O projeto denominado Torre Alta de Observação da Amazônia é fruto de parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Brasil, e do Instituto Max Planck de Química, da Alemanha. O custo para a implantação de todo o parque ambiental está orçado em 8,4 milhões de euros, dividido entre os dois países.

A torre fará o monitoramento contínuo das condições meteorológicas e das trocas constantes de gases entre a floresta e a atmosfera, que terá papel fundamental na geração de estimativas precisas sobre o ecossistema amazônico e as mudanças climáticas globais.

De acordo com um dos coordenadores do projeto, o pesquisador brasileiro Antonio Ocimar Manzi, do Inpa, a base para a sua estruturação será na Reserva Biológica de Uatumã. Esse centro de pesquisas contará com uma grande estação, que servirá como referência mundial para estudos sobre florestas tropicais úmidas de todo o planeta. O local também será munido por quatro torres menores, de 70 metros cada, além de laboratórios para pesquisas e prédios auxiliares.

Além do Inpa e do Instituto Max Planck, o projeto terá o suporte do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade do Estado do Amazonas, o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Universidade de São Paulo e a Cooperação Técnica da Alemanha.

28 de julho de 2009

Plantações com menos água

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:41

Novas tecnologias podem otimizar a irrigação do solo

A agricultura é responsável por 90% de toda água consumida no planeta. Portanto, o consumo moderado pode ajudar, e muito, na preservação do recurso.

A empresa brasileira Hydroplan-EB desenvolveu um sistema que pode gerar uma economia no consumo de 20%. A metodologia se baseia no uso de polímeros no processo de irrigação. A substância ajuda a reter a água no solo. A técnica foi apresentada em março deste ano em Istambul, na Turquia, durante o Fórum Mundial da Água.

Kenji Yoshinaga, diretor da Organização para a Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que a eficiência no uso da água para irrigações pode proporcionar uma economia de 200 mil litros por hectare anualmente. Bom para os produtores, bom para o planeta.

27 de julho de 2009

Mais visão e menos energia

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:04

O novo sistema IPS promete revolucionar os televisores

A LG Display, pertencente à LG Eletronics, utilizará a partir do ano que vem em todas as suas telas de LCD (Liquid Crystal Display) a tecnologia IPS (In-Plane Switching). Diferentemente dos modelos tradicionais, onde as células de cristal líquido são dispostas na vertical, o IPS é construído na horizontal. Além de acabar com o “efeito fantasma”, conhecido como alterações de imagens, permite um ângulo de visão mais amplo, com 178º graus de amplitude, enquanto as atuais oferecem160º graus. Essa geometria irá permitir uma taxa de visualização de imagens de até 240Hz, ante os 60Hz presentes em um aparelho convencional de LCD.

Além da LG, mais duas empresas estão trabalhando com essa nova tecnologia: Philips e Panasonic. A tecnologia IPS foi desenvolvida em 1996 pela Hitachi, mas só agora começa a se popularizar. E qual é a vantagem desse sistema? Além da bela imagem, televisores em IPS trarão uma economia de aproximadamente 30% de energia, graças à sua estrutura  TFT (thin-film transitor), que aumenta a taxa de transmissão de luz e reduz o nível de energia necessário para a iluminação da tela.

24 de julho de 2009

Experiência pioneira de um brasileiro

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:21

Macacos movem braços mecânicos com ondas cerebrais

Radicado nos Estados Unidos desde 1984, o brasileiro Miguel Nicolelis, professor titular do Departamento de Neurobiologia da Universidade de Duke, na cidade de Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, apresentou em março deste ano na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) os avanços científicos conquistados em pesquisas realizadas com macacos, que poderão resultar, a longo prazo, em uma maior independência de locomoção a portadores de deficiência motora.

A tecnologia possibilita uma vida independente a milhares de pessoas através da criação de braços mecânicos controlados por ondas cerebrais emitidas pelos primatas num espaço de tempo praticamente inexistente, de apenas 20 milissegundos.

Em outra pesquisa, ondas cerebrais fornecidas por uma macaca foram responsáveis pela movimentação de um robô. O mais curioso é a distância entre as duas cobaias. Enquanto a macaca estava no Centro de Pesquisas da Universidade de Duke, o robô se encontrava na outra extremidade do planeta, no Centro de Pesquisas Robóticas da cidade de Kyoto, no Japão.

Nicolelis define seu trabalho não apenas do ponto de vista científico, mas sim como a transformação social através da medicina.

23 de julho de 2009

O certificado de gasto de água

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:14

Empresas medem os litros usados em seus produtos

A energia elétrica não é o único recurso a ser contabilizado. Agora, as empresas também medem quanta água é utilizada para a fabricação de seus produtos. É um conceito chamado “pegada”, mesmo termo usado para a emissão de carbono, por exemplo. A pioneira foi a finlandesa Raisio, fabricante de cereais, com faturamento de 500 milhões de euros em 2008. Ela estampa em sua embalagam a pegada de água. Para produzir 100 gramas de flocos são necessários 101 litros de água. Quase todo o recurso é utilizado no plantio (99,8%). A formação de flocos gasta 0,02%. E a fabricação da embalagem consome 0,16%.

A Levi’s também contabiliza a água consumida na produção do tradicional modelo 501 - quase 2 mil litros por unidade. A transparência no uso da água é bom para as empresas, que se obrigam a racionalizar o uso do recurso, e bom para o consumidor, que tem mais um critério - a sustentabilidade - para escolher suas marcas.

Fontes: Carbono Brasil, Exame

22 de julho de 2009

Uma potência nos biocombustíveis

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:10

O Brasil é o segundo país que mais cresce nesse mercado

De acordo com o relatório anual apresentado na semana passada pela Agência Internacional de Energia (AIE), a oferta global de biocombustíveis terá um crescimento em cerca de 190 mil barris por dia em 2010, atingindo 1,8 milhão de barris diários. Para este ano, esse aumento ficará limitado a 60 mil barris por dia, com 1,6 milhão de barris por dia.

A previsão para o crescimento na produção brasileira será elevada em 55 mil barris por dia no ano que vem, ou 30% da expansão mundial. Para este ano, a agência está mais pessimista e rebaixou a previsão para um aumento de 40 mil barris diários. Um dos motivos seria o alto preço do açúcar, que inibe a opção pelo álcool combustível, mais conhecido como etanol.

A maior parte do crescimento global da oferta de biocombustíveis para o ano que vem será dos Estados Unidos, que aumentará sua capacidade de produção em 75 mil barris ao dia, ou 40% da expansão mundial.

A AIE comenta ainda que o tímido crescimento europeu na produção deste combustível será de apenas 20 mil barris diários, o que não o tornará, ainda, auto-suficiente, continuando a depender dos demais mercados internacionais.

Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE)


21 de julho de 2009

Sustentáveis e lucrativos

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:36

Os “green buildings” geram menos despesas e se valorizam mais com o tempo

Máximo aproveitamento dos recursos naturais e redução do impacto ambiental do empreendimento durante a obra e no período de operação. Essas são algumas características que resumem essa tendência que veio para ficar, principalmente em edifícios corporativos. São os chamados prédios verdes, ou “green buildings”.

Esta certificação é concedida pelo U.S. Green Building Council, dos Estados Unidos, representado aqui pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil), seguindo o sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

No início era uma onda militante. Depois, as grandes construtoras perceberam que poderia ser também um negócio rentável. Erguer um prédio verde pode custar, em média, entre 10% e 30% a mais do que um convencional. Mas a construção se paga com o tempo. O consumo de água e energia elétrica pode ser 30% menor e, segundo o Green Building Council Brasil, o valor de mercado pode subir até 20% a mais do que a média dos imóveis de uma mesma região.

20 de julho de 2009

Danceteria com luz própria

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:55

Pista de boate em Londres produz energia com a movimentação dos frequentadores

O bairro de King´s Cross, em Londres, está começando a despertar o interesse mundial do entretenimento a partir da criação da primeira boate que gera luz própria. Idealizado pelo Bar Surya, o projeto Club4Climate é capaz de produzir energia para uso do local a partir da movimentação dos seus freqüentadores. A pista de dança utiliza uma tecnologia denominada piezoelétrica, que faz com que cristais de quartzo e cerâmica instalados em volta do piso produzam energia quando pressionados, economizando em até 60% a necessidade de energia elétrica.

O mais interessante é o incentivo dado pelos próprios organizadores. Quem chega a pé ou de bicicleta, entra de graça. Mais do que uma iniciativa isolada, o experimento tem importância pelas futuras aplicações para a indústria.

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