30 de junho de 2009

Ações anti-fraude não rendem o esperado

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:00

Pesquisa revela que empresas dedicam grandes orçamentos à questão, mas dificilmente revertem os resultados no curto prazo.

Milhões de dólares são gastos, anualmente, por empresas em programas de conformidade legal. Mesmo assim, muitos altos executivos acabam ficando frustrados. Apesar do alto custo da implantação dos programas, o valor gerado aos negócios vai muito pouco além da capacidade de passar por uma auditoria anual.

Estes gastos são realmente a fundo perdido? Ou há formas de aproveitar os investimentos na tecnologia relacionada à conformidade legal para absorver todo o valor gerado por eles?

Em maio deste ano, a alemã Tonbeller - empresa especializada em soluções contra crimes financeiros - realizou uma pesquisa comparativa global sobre lavagem de dinheiro e fraudes. Com o título “Mind the Gaps”, ela contou com os pontos de vista de 152 importantes profissionais da conformidade legal em 41 países de todo o mundo. Eis os principais resultados do relatório:

>> Em somente 36% dos casos as atividades de combate a fraudes e lavagem de dinheiro foram integradas dentro da empresa como um todo.
>> Com 31%, a fraude interna é considerada prioridade entre os crimes de fraude, o que pode ser uma consequência do clima econômico atual
>> 91% dos participantes acreditam que uma abordagem baseada em risco trará valor aos negócios, independentemente das regulamentações de seu país.

Fontes: PR Newswire e Tonbeller

29 de junho de 2009

Água da chuva: solução para a indústria

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:09

Com as novas políticas da Agência Nacional de Águas (ANA), indústrias terão de investir em reuso e novos tipos de captação.

As atividades industriais no Brasil respondem por aproximadamente 20% do consumo de água do país, sendo que pelo menos 10% desse total são extraídos diretamente de corpos d’água (rios, represas ou reservatórios artificiais).

Com as novas políticas de outorga e cobrança pelo uso da água, que vêm sendo implementadas pela Agência Nacional de Águas (ANA), a indústria será duplamente penalizada, tanto em termos de captação de água quanto em relação ao lançamento de efluentes. O reuso e a reciclagem na indústria passam, agora, a ser vistos como ferramentas de gestão fundamentais para a sustentabilidade da produção industrial.

O custo baixíssimo da água nas cidades, pelo menos para os clientes residenciais, inviabiliza qualquer aproveitamento econômico da água da chuva para beber, por exemplo. Já para as indústrias, que pagam bem mais pela água (cerca de 50%, dependendo o Estado), um sistema de captação torna-se, sim, viável. E até econômico no médio prazo - podendo significar até 70% de diferença na conta mensal, caso de algumas empresas no Sudeste que investem no reuso, como a paranaense Bulbox e a paulista Magneti Marelli.

As águas de chuva são encaradas pela legislação brasileira como esgoto, pois, usualmente, vão dos telhados e dos pisos para as bocas de lobo, carregando todo tipo de impurezas para um córrego e, daí, para um rio - rio que, por sua vez, é fonte de água para as cidades.

Recente pesquisa da Universidade da Malásia deixou claro que, após o início da chuva, somente as primeiras águas apresentam índices importantes de ácidos, microorganismos e outros poluentes atmosféricos - e mesmo esta pode ser tratada. Toda a água que se segue é absolutamente destilada e pode ser coletada em reservatórios fechados.

Para uso humano, inclusive potável, essa água deve sofrer, evidentemente, filtração e cloração - processos simplíssimos e baratos. Mas, em resumo, a água de chuva sofre uma destilação natural muito eficiente e gratuita. Ou seja: em países como o Brasil, com tantas cidades alimentadas por chuvas durante o ano inteiro, essa gestão de recursos por parte das empresas seria mais que bem-vinda.

Num cenário global de escassez de água - que já estamos vivendo -, aliar consumo consciente com diminuição de custos e aumento da competitividade parece uma equação mais que vitoriosa.

Outras aplicações para a água da chuva reciclada
>> Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campi universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

>> Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

>> Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

>> Recarga de aquíferos: recarga de aquíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

>> Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus etc.

>> Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

26 de junho de 2009

A lista dos que mais investem em logística

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:15

Pesquisa feita pelo Banco Mundial aponta as falhas e os acertos de infraestrutura de 150 países. Brasil é o 61º do ranking.

O Banco Mundial (Bird, na sigla em inglês) está preparando a próxima pesquisa global sobre logística. A entidade vai analisar a capacidade competitiva de 150 países e os esforços feitos desde 2007 para sanar problemas de gargalo econômico.

Será uma boa oportunidade para ver se o Brasil tem feito sua lição de casa. Há dois anos, quando o Bird publicou sua mais recente pesquisa, o país aparecia na 61ª posição.

Para fazer o estudo - chamado de “Conectar-se para competir” (Connecting to Compete) - o Banco Mundial ouviu mais de 800 profissionais do setor em todo o planeta. E a maioria concordou que certas regiões do mundo precisam investir muito mais em tecnologia e infraestrutura do que vêm investindo atualmente.

O resultado brasileiro é, sim, preocupante, até porque o país deseja ser o alicerce da América Latina. Mas, segundo Danny Leipziger, vice-presidente de Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, pelo menos por enquanto os países latinoamericanos deveriam seguir o exemplo do… Chile, que consegue exportar produtos frescos a mercados distantes.

O Chile é o país da região com o melhor desempenho no ranking de logística, ocupando a 32ª colocação; depois vêm a Argentina, no 45º lugar, e o Peru, em 59º. Só então aparece o Brasil, seguido por El Salvador (67º), Venezuela (69º), Paraguai (71º), Costa Rica (72º), Guatemala (75º), Uruguai (79º), Honduras (80º), Colômbia (82º), Bolívia (107º) e Nicarágua (122º).

“Chile saiu à frente na América Latina e também é o país que se encontra mais distante dos principais mercados, mostrando que obviamente está fazendo algo corretamente”, afirma Leipziger.

O primeiro colocado no ranking foi Cingapura - cidade-Estado asiática que ostenta um dos maiores portos do mundo. Em seguida ficaram Holanda, Alemanha, Suécia, Áustria, Japão, Suíça, Hong Kong, Reino Unido e Canadá.

Na outra ponta da tabela, o Afeganistão foi considerado o pior país em termos logísticos, seguido por Timor Leste, Ruanda, Mianmar e Tadjiquistão.

Em linhas gerais, a análise concluiu que os países com boa logística costumam registrar taxas de crescimento favoráveis e ter exportações diversificadas.

Ainda segundo o relatório, as nações com melhor logística obtêm maiores benefícios com a globalização, ao atrair mais investimento estrangeiro direto para o setor exportador. O estudo indica que a facilidade de conectar empresas, fornecedores e consumidores tornou-se crucial em um mundo “no qual a agilidade e a confiança são cada vez mais importantes que os custos.”

Nas palavras de Leipziger, “ser capaz de se ligar rapidamente aos mercados globais está se tornando um aspecto-chave para a competitividade. É preciso crescer, atrair investimentos, gerar empregos e reduzir a pobreza. Para quem não se conecta, os custos da exclusão são grandes e estão crescendo.”

Fonte: Banco Mundial

25 de junho de 2009

Plásticos são maior parte do lixo no mar, diz ONU

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 9:23

Os animais morrem, as embarcações são danificadas e muitas cidades costeiras, que (sobre)vivem do turismo, perdem dinheiro.

Todos os anos o mundo produz cerca de 60 bilhões de toneladas de plástico. E grande parte dele - em forma de garrafas, sacos, embalagens de comida, copos e talheres - acaba nos oceanos. Segundo um relatório do Programa Ambiental da ONU (Unep, na sigla em inglês) publicado na primeira quinzena de junho, e que marcou o Dia Mundial dos Oceanos (9/6), em algumas regiões esses produtos correspondem a 80% do lixo encontrado no mar.

Segundo a ONU, não há um número exato da quantidade de lixo boiando nos mares, porque os dados coletados são mais precisos em algumas regiões e menos precisos em outras, mas a Unep afirma que as evidências são de que a quantidade de lixo está aumentando.

“O lixo marinho é sintomático de um problema maior: o desperdício e a persistente má administração dos recursos naturais. Os sacos plásticos, as garrafas e outros lixos se acumulando nos oceanos e mares poderiam ser reduzidos drasticamente por uma política de redução de lixo, administração e iniciativas de reciclagem”, diz Achim Steiner, sub-secretário geral da ONU e diretor-executivo da Unep. “Parte desse lixo, como os sacos plásticos finos que só podem ser usados uma vez e sufocam a vida marinha, deveriam ser rapidamente tirados de circulação”, continua.

Plástico
Os compostos tóxicos do plástico podem ser encontrados nos organismos que o consomem, diz o relatório, afirmando que o produto pode ser confundido com comida por vários animais, inclusive mamíferos marítimos, pássaros, peixes e tartarugas. As tartarugas-marinhas, em particular, podem confundir sacolas plásticas boiando com águas-vivas, um de seus alimentos favoritos.

Uma pesquisa de cinco anos com fulmaros glaciais - pássaros encontrados na região do Mar do Norte - concluiu que 95% dessas aves têm alguma porcentagem de plástico no estômago.

Segundo o relatório, além de produtos plásticos, pontas e maços vazios de cigarro e de charuto estão entre os produtos mais encontrados nos oceanos, correspondendo a 40% do lixo encontrado no Mar Mediterrâneo.

O turismo também têm impacto significativo sobre o estado dos oceanos e das costas em todo o mundo. Em algumas áreas do Mediterrâneo, mais de 75% do lixo são produzidos durante a temporada de verão, com forte presença de turistas. Atividades costeiras correspondem a 58% do lixo encontrado no Mar Báltico e quase metade do lixo encontrado no mar na região do Japão e da Coreia do Sul.

O relatório ainda conclui que a maior parte do lixo marinho vem de atividades baseadas em terra firme. Segundo o Unep, o problema do lixo marinho é particularmente grave na região dos mares do sudeste asiático - onde vivem 1,8 bilhão de pessoas, 60% delas nas áreas costeiras.

Prejuízo
A ONU também atribui o aumento da poluição ao crescimento econômico e urbano, além das atividades marítimas. Sem contar os problemas de saúde para a vida marítima, o lixo nos mares também provoca prejuízos econômicos, afirma o documento, com barcos e equipamentos de pesca danificados e contaminação de instalações para turismo e agricultura.

O custo de limpeza das praias de Bohuslan, na costa oeste da Suécia, foi de pelo menos U$S 1,5 milhão em apenas um ano. No Peru, a cidade de Ventanillas calculou que teria de investir cerca de US$ 400 mil por ano para limpar sua costa - o dobro do orçamento para a limpeza de todas as áreas públicas. Como são cidades pequenas, com receita anual baixa e que dependem de turismo, esses gastos com limpeza tiram dinheiro de uma série de outros setores da economia local.

Fontes: Estação Online, Ambiente Brasil e Unep

24 de junho de 2009

Uma vergonha chamada “trabalho infantil”

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:28

Os índices globais ainda são alarmantes; no Brasil, Norte e Nordeste lideram um ranking que insiste em barrar o progresso.

Criança trabalha em Bangladesh (sul da Ásia)

Criança trabalha em Bangladesh (sul da Ásia)

Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), existem hoje, no mundo, 158 milhões de crianças trabalhando. São meninos e meninas entre os 5 e os 14 anos de idade, forçados a estafantes jornadas diárias - muitas vezes pelos próprios pais.

Na África subsaariana, que ocupa o topo desse preocupante ranking, o índice é de uma criança em cada três, o que representa 69 milhões de menores que abandonam sua infância de forma precoce. No sul da Ásia, outras 44 milhões de crianças trocaram as brincadeiras e os estudos por subempregos geralmente insalubres.

Os mapas abaixo, que podem ser encontrados (em alta resolução) no site do Fisek Institute Science and Action Foundation for Child Labour, demonstram bem o tamanho de um problema mundial que diminui as chances de progresso em muitas nações do globo.

Mapa 1: Quanto mais vermelho, mais crianças trabalhando

Mapa 2: Países que utilizam menores na pesca

Mapa 3: Países que têm crianças entre 5 e 14 anos em seu exército

Mapa 4: Países que têm crianças em estado de escravidão doméstica

No Brasil, a situação melhorou desde o começo da década, mas ainda é preocupante. O coordenador da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, explica que existem dois tipos de ranking do trabalho infantil no Brasil – um que apresenta os números absolutos de casos de exploração de crianças e adolescentes e outro que apresenta percentuais comparados aos dados regionais e nacionais. O Nordeste é líder em ambos os casos.

A preocupação maior, segundo Mendes, é a Bahia. O estado responde por cerca de 10% do total de crianças trabalhando em todo o país e a 45% dos casos registrados na Região Nordeste. Maranhão e Piauí também são apontados pela OIT como destaques negativos. A cada 100 crianças que vivem nesses estados, cerca de 17 trabalham e não conseguem alcançar sucesso escolar por questões relacionadas à exploração.

Mendes ressalta que o perfil do trabalho infantil no Brasil tem se modificado desde 2005. Grande parte dos casos – que no passado era registrada na agricultura – pode ser encontrada atualmente nos centros urbanos, sobretudo em empregos informais como o trabalho infantil doméstico, o trabalho nas ruas ou mesmo o aliciamento de crianças e adolescentes para o roubo e para o tráfico de drogas.

Fontes: Agência Brasil, Unicef e Fisek Institute

23 de junho de 2009

Um megaproblema chamado “saneamento básico”

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:26

Quase 2/3 do esgoto brasileiro vão direto para o meio ambiente, poluindo as águas, o solo e elevando os índices de doenças.

em azul, as cidades mais bem colocadas no ranking; em vermelho, as que menos tratam seu esgoto

O mapa do saneamento: em azul, as cidades mais bem colocadas no ranking; em vermelho, as que menos tratam seu esgoto

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A população brasileira produz, em média, 8,4 bilhões de litros de esgoto por dia. Deste total, 5,4 bilhões não recebem nenhum tratamento. Ou seja, apenas 36% do esgoto gerado nas cidades do país é tratado. O restante é despejado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias do país inteiro - sem contar os danos diretos que esse tipo de prática causa à saúde da população.

A constatação foi feita pelo Instituto Trata Brasil, que acaba de finalizar, com o apoio do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), um estudo que avaliou os serviços de saneamento básico prestados nas 79 cidades mais populosas do Brasil - com mais de 300 mil habitantes.

O estudo revelou que, entre os anos de 2003 e 2007, houve avanço de 14% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 5% no tratamento. A base de dados consultada para se chegar a esses índices foi extraída do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), divulgado em abril pelo Ministério das Cidades, que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidas espontaneamente pelas empresas prestadores dos serviços nessas cidades.

A pesquisa do Instituto Trata Brasil aponta que os municípios do país que mais se destacaram na avaliação estão, todos, na região Sudeste do país. São eles Franca (SP), Uberlândia (MG), Sorocaba (SP), Santos (SP), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Maringá (PR), Santo André (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Piracicaba (SP), em ordem de classificação.

Já as últimas cidades do ranking são Belém (PA), Cariacica (ES), Porto Velho (RO), Nova Iguaçu (RJ) e Duque de Caxias (RJ). Todas elas apresentam falta de investimento ou queda progressiva dos recursos destinados aos serviços de coleta e de tratamento de esgoto municipal.

Para confeccionar o mapa do saneamento nacional, o estudo considerou a população total atendida com água tratada e com rede de esgoto; o tratamento de esgoto por água consumida; e o índice total de perda de água tratada, o que demonstra a eficiência do operador; além do volume de investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas.

Os municípios que não quiseram divulgar dados ao SNIS foram rebaixados, automaticamente, para as últimas posições do ranking.

Fontes: Instituto Trata Brasil e SNIS

22 de junho de 2009

Carro movido a abacate?

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:42

O fruto dá álcool e óleo, as matérias-primas essenciais do biodiesel. Desafio para extração é falta de tecnologia adequada.

O Brasil é o terceiro produtor mundial de abacate, com cerca de 500 milhões de unidades por ano. Cultivado em quase todos os estados, mesmo em terrenos acidentados, a produção se dá o ano inteiro, com 24 espécies que frutificam a cada três meses.
Só esses dados já seriam mais que suficientes para que se pensasse a respeito do assunto: produzir biodiesel a partir do óleo da polpa e álcool a partir do caroço do fruto.
Segundo pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o abacate apresenta vantagem em relação a outras oleaginosas estudadas ou usadas para a produção de biocombustível, como a soja. “O objetivo principal da pesquisa era a extração do óleo para produção de biodiesel. Mas, ao tratarmos o resíduo, que é o caroço, conseguimos obter álcool etílico. Isso, por si só, é uma grande vantagem, já que da soja é extraído somente o óleo e a ele é adicionado o álcool anidro”, explica Manoel Lima de Menezes, professor do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador da pesquisa que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular.
Não são todos os óleos vegetais que podem ser utilizados como matéria-prima para produção de biodiesel, pois alguns apresentam propriedades não ideais, como alta viscosidade ou quantias elevadas de iodo, que são transferidas para o biocombustível e o tornam inadequado para o uso direto em motor de ciclo diesel.
De acordo com Menezes, o teor de óleo do abacate varia de 5% a 30%. As amostras coletadas na região de Bauru (SP) apresentaram, no máximo, 16% de teor de óleo. “Esse índice é similar ao teor de óleo da soja que, na mesma região, é de 18%”, compara.
Teoricamente, é possível extrair de 2,2 mil litros a 2,8 mil litros de óleo por hectare de abacate. O número é considerado elevado pelos especialistas quando comparado com a extração de outros óleos: soja (440 a 550 litros/hectare), mamona (740 a 1 mil litros/hectare), girassol (720 a 940 litros/hectare) e algodão (280 a 340 litros/hectare).
Já o caroço do abacate tem 20% de amido. Com base nesse percentual, estima-se que seja possível extrair 74 litros de álcool por tonelada de caroço de abacate. Valor próximo ao da cana-de-açúcar, que possibilita a extração de 85 litros por tonelada, enquanto a mandioca fornece 104 litros por tonelada.
A viabilidade econômica do biodiesel de abacate não foi foco dessa etapa do estudo nem é a especialidade desse grupo de pesquisa, segundo o coordenador. O custo do biodiesel ainda é alto. Produz-se óleo de soja a um custo de R$ 1,20 o litro. O álcool anidro para adicionar é comprado a R$ 0,74 o litro. O abacate tem a vantagem de oferecer as duas matérias-primas e, por enquanto, a um custo mais baixo que o da soja, segundo Menezes.
A extração do óleo e álcool do abacate ainda demanda investimentos em equipamentos. De acordo com o professor da Unesp, é necessário estudar o desenvolvimento de um despolpador – para separar a polpa do caroço – e produzir a centrífuga para obter máximo rendimento. O estudo resultou na apresentação de quatro trabalhos em congressos nacionais.

Fontes: Fapesp e Unesp

19 de junho de 2009

Acidentes de trânsito em São Paulo custam uma fortuna ao SUS

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:16

A cada hora morre uma pessoa nas ruas da metrópole. As principais vítimas são os motoqueiros e pedestres da Terceira Idade.

Em todo o estado, a frota é de 19,2 milhões de veículos; cerca de 6,5 milhões transitam (ou tentam) transitar) na capital. É muita gente em um espaço cada vez mais reduzido, já que as vias públicas não aumentam proporcionalmente ao surgimento de novos motoristas.

Em 2008, a cidade registrou 1.463 mortes em acidentes de trânsito. Seguindo a tendência mundial, houve queda no número de mortes envolvendo automóveis, mas os acidentes fatais com motos aumentou de 345 para 478.

Os acidentes de trânsito no Estado de São Paulo custaram R$ 35,8 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado. O número de mortes registradas pela Secretaria de Estado de Saúde chegou a 8.698, o que dá uma média de uma morte por hora. Mais da metade das vítimas (52%) eram pedestres com mais de 60 anos.

As informações foram divulgadas no seminário internacional de segurança no trânsito organizado pelo Conselho Estadual para a Diminuição de Acidentes de Trânsito e Transporte (Cedatt).

Dados preliminares da Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentados no seminário indicam que as mortes em colisões de veículos caíram de 55% para 46% em 178 países pesquisados. Os acidentes fatais com os chamados “usuários vulneráveis” do trânsito passaram de 45% para 49%.

No início do ano passado, a Prefeitura tentou implementar, sem sucesso, uma faixa de motos na Avenida 23 de Maio e proibir a circulação nas pistas expressas das marginais.

Fontes: O Estado de S. Paulo, CNT, Cedatt e OMS

18 de junho de 2009

Brasil em 85º no “ranking da paz”

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 7:37

País estava em 83º lugar em 2007. A pesquisa leva em conta desde guerra civil até o PIB, passando por terrorismo e religião.

O ranking, chamado Global Peace Index, é obra de extensa pesquisa da ONG Vision of Humanity e avalia 144 países. Com notas de 1 a 5 (sendo 1 mais pacífico e 5 menos pacífico), o estudo conclui que o Brasil, atualmente na 85ª posição, parece estar a salvo de conflitos externos e da ameaça de terrorismo.

Porém, em outras categorias, como Respeito aos Direitos Humanos, o país ainda precisa avançar muito - tem nota 4. O número de homicídios por 100 mil habitantes também é alarmante (nota 5), assim como o índice de crimes violentos (nota 4).

Apesar da iniciativa do governo de desarmar a população, este também é outro ponto negativo para o país no ranking: nota 4 em facilidade de se conseguir armas de fogo de baixo calibre.

A incapacidade de se integrar regionalmente foi também um ponto delicado nesta edição do ranking (nota 3). E levamos outro 3 no quesito “Importância da religião na vida nacional”, o que sugere que ainda não administramos com eficiência a tal liberdade de culto.

Os líderes do ranking são os de sempre: Nova Zelândia, Dinamarca, Noruega, Islândia, Áustria e Suécia. Já do outro lado da tabela, os cinco últimos são Sudão, Israel, Somália, Afeganistão e Iraque.

Fonte: Vision of Humanity

17 de junho de 2009

Um exemplo a ser seguido

Arquivado em: Planeta Inteligente planetainteligente - 8:46

Na Alemanha, as pequenas e médias empresas estão criando um ranking de sustentabilidade para garantir o futuro dos negócios.

A crise econômica faz com que a confiança seja uma moeda forte. E somente ganha confiança quem não esconde nada. Várias empresas perceberam isso e tentaram relatar publicamente, de forma transparente e acessível, suas escolhas sobre sustentabilidade de produtos e fabricação, compra de matérias-primas e condições de trabalho de seus funcionários. O chamado “ranking de sustentabilidade” será publicado no final deste ano e tem como missão mostrar quais empresas alemãs tiveram mais êxito em relatar suas práticas sustentáveis.

O ranking será realizado pelo Instituto para Pesquisa Econômica Ecológica (IÖW, na sigla em alemão) e pela Future e.V., e analisará, pela primeira vez, além de relatórios de sustentabilidade de 150 grandes empresas alemães, também os relatórios de pequenas e médias empresas. Ele deverá fortalecer a concorrência pública para a sustentabilidade empresarial.

A iniciativa está sendo patrocinada pelo Ministério do Trabalho alemão e tem entre seus maiores incentivadores o ministro Olaf Scholz e Volker Hauff, membro do Conselho Alemão para Desenvolvimento Sustentável. “É em momentos de crise como o que vivemos que as empresas que antecipadamente apostaram numa estratégia sustentável se dão bem”, explica Hauff. O ministro Scholz acrescenta: “O ranking deve ser um reconhecimento e um incentivo ao mesmo tempo”.

Scholz afirma que o primeiro passo para que se criasse o ranking foi estabelecer um diálogo saudável com as empresas. A publicação dos primeiros resultados das pequenas e médias companhias do país está prevista para setembro. Já os dados das grandes empresas estarão à disposição do público em novembro.

Fontes: Fator Ambiental, Future e.V. e Pesquisa Econômica Ecológica

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