Tela de LCD maior e mais econômica
Empresas do setor apostam em tecnologia ambiental para ganhar mercados. O custo em P&D é alto, mas as vendas compensam.

Quanto maior a TV, mais cara ela é e mais energia ela gasta. A primeira parte dessa máxima do século 20 permanece verdadeira; a segunda, graças ao cristal líquido e ao plasma (que substituíram o tubo), não corresponde mais à realidade. O filão das telas ultrafinas cresce a taxas bastante interessantes: em 2008, 84% de todos os televisores vendidos no Brasil eram de LCD ou plasma. E a indústria investe pesado, ano após ano, para refinar a qualidade dos aparelhos e aumentar a margem de lucro. Capitalismo, claro!
O problema é que os consumidores querem TVs cada vez maiores: 32, 40, 50, 70 polegadas. Verdadeiros cinemas na sala de estar. Com isso, a segunda parte da citada máxima volta a ser uma questão importante, porque o consumidor também quer um produto econômico (por causa da conta de luz no final do mês e, sobretudo, pela pressão social e ecológica destes tempos).
Pensando nisso, a Samsung está lançando uma família nova de TVs de LCD. E garante que elas gastam 40% menos energia do que os LCDs convencionais. Com 40, 46 e 55 polegadas, têm pouco mais de 1 cm de espessura e vêm com painéis traseiros (os chamados backlit panels) livres de mercúrio.
Evidentemente, por trás da preocupação ambiental da Samsung (que é fundamental) está um programa feroz de distanciamento do mercado regular de flat TVs, chamando a atenção do mercado consumidor para um produto novo e “responsável”. Essa é uma estratégia de muitas companhias (não apenas de tecnologia): criar uma aura mais “humana” sobre seus produtos.
Os principais institutos de pesquisa (aqui e alhures) indicam que trabalhar atrelado à consciência do consumidor rende frutos no curto prazo. E é a aposta dos coreanos da Samsung, como também de dezenas de outras empresas de tecnologia ao redor do mundo. Portanto, a máxima deste terceiro milênio parece ser esta: “Companhias que percebem as mudanças de comportamento dos clientes antes das rivais de mercado ganham uma fatia especial do bolo”.










